domingo, 29 de maio de 2011

Estado Falido

Por,
Camila Moreira Fernandes

Nesse domingo de primavera no Afeganistão a OTAN realizou um ataque aéreo na província de Helmand, matando 14 pessoas e ferindo dezenas de civis. O ataque aconteceu em represália a um atentado realizado no sábado ao alto comando da OTAN. O presidente Hamid Karzai classificou o ataque como “grave erro” e seguiu seu discurso em um tom de repreensão. Ele chegou a dizer que essa seria uma “última advertência às tropas dos Estados Unidos”. O que será que virá após essa advertência?
Usando a definição de Carlos Vidigal o Afeganistão é um exemplo de um Estado Falido que não tem condições de manter ordem e que não consegue consolidar suas instituições políticas e hoje é uma área governada de forma precária. Os Estados fracos, ao contrário dos países ganhadores, são aqueles que até mesmo pela sua recente formação, não alcançaram o processo de industrialização e nem progrediram nas áreas social, política e econômica.
Até onde repressálias dessa magnitude, proveniente de uma força legítima são válidas? 

Fonte:
G1
CBN
Texto de Carlos Eduardo Vidigal

Cooperação Austrália - Angola

 A Primeira-Ministra da Austrália, Julia Gillard, enviou para Africa, Neil Mules, acompanhado da embaixadora australiana em Angola, Ann Harrap, com o intuito de manter conversações sobre a cooperação bilateral nos sectores de indústria extrativa, nas áreas da exploração de diamantes, cobre e petróleo. A Austrália está apoiando o Executivo angolano na melhoria da gestão e recursos naturais e vai disponibilizar a Angola, nos meses de Junho e Julho, duas a três vagas para uma viagem de estudo sobre o setor mineiro australiano.

Neil Mules chegou em Angola nessa segunda-feira (23/05) e permaneceu até quinta-feira (26/5) onde visitou Ministério do Planejamento, das Relações Exteriores, o  Ministério da Geologia, Minas e Indústria. O governo australiano considera existir, por parte de Angola, potencial para que mais empresas invistam no setor de minério, onde já operam cinco companhias australianas
Neil Mules, anunciou terça-feira (24/5), em Luanda, que o seu país tem disponíveis bolsas de estudo de curto prazo para quadros angolanos, nas áreas de minas, informação geoespacial, higiene e segurança no trabalho.

"Estamos a explorar os sectores nos quais podemos reforçar as nossas relações com Angola, num momento em que a Austrália começa a intensificar a sua política na África... A Austrália possui grandes potencialidades para desenvolver a cooperação no setor de minério”(Julia Gillard).

“Eu estou aqui porque o governo decidiu me nomear como enviado especial no contexto de uma estratégia Australiana na política exterior de aprofundar, diversificar e intensificar as nossas relações com todos os países africanos, mas, sobre tudo, com os países Lusófonos da África e principalmente os grandes países como Angola. Então estou aqui para explorar com os ministros do governo de Angola uma parceria nova entre a Austrália e Angola nas áreas de política de comércio e também de cooperação no desenvolvimento... Estou confiante que nos próximos meses iremos ver um crescimento muito importante nas relações entre os nossos dois países. Temos um grande potencial para o desenvolvimento das relações na área de minas, e resolvemos fazer esforços conjuntos para trabalhar melhor nesta área, como por exemplo, através de programas de bolsas de estudo e da participação de Angola em eventos que têm a ver com o sector na Austrália”, disse Neil Mules, ao fim de sua visita.

O enviado especial da Primeira-Ministra da Austrália para os países da CPLP ainda convidou as autoridades angolanas a participarem, em Setembro, no "África Down Under", um evento que reúne anual­mente delegações de diversos países para troca de experiências, cooperação empresarial e formação de parcerias.
         Segundo críticos a Austrália só está buscando cooperação devido a sua candidatura  a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas no mandato de 2012 a 2013 e por isso busca parceria e conseqüentemente o apoio de Angola para se candidatar.



Australia 11° Consumidor Mundial de Fast-food

                                                         





Australia registra um dos niveis de obesidade mais altos do mundo, mais de 60% da população adulta tem problemas de sobrepeso.
A população australiana gasta milionárias quantias em fast-food, sendo o 11º maior consumidor deste tipo de alimento. Segundo dados da empresa de consultoria euromonitor, os australiano já gastaram nesse ano   cerca de  37 bilhões de dólares locais  em fast-food, 3 bilhões de euros mais que em 2008. Esse valor equivale a mais ou menos um consumo anual de 343 hambúrgueres por habitante.
Somando as redes de fast-food instaladas na Austrália e na Nova Zelandia existem 1.250 restaurantes da rede Subway, 845 franquias da Pizzaria DominoS, 780 McDonald's, 300 Hungry Jack's e 600 KFC. Corpos esculturais como o do campeão mundial e olímpico de natação Ian thorpe e figuras esbeltas como a estrela de Hollywood Nicole kidman contrastam com a maioria da população, em altos niveis de gordura.
Segundo dados divulgados pelo escritório de estatísticas australiano, a população de adultos obesos aumentou 5% entre 1995 e 2008, alcançando 4 milhões de pessoas,  número só superado por México, Nova Zelândia, Reino unido e Estados Unidos.
Outros estudos revelam que 37% dos australianos estão acima do peso, índice superior ao de cidadãos com massa corporal normal.
A Australia é um país onde os pratos tradicionais são elaboradas a base de carne, salsichas e verduras cozidas ou pescados e mariscos acompanhados de batatas fritas, já é uma questão culturalo tipo de alimentação...nada saudável.
Jane Martin, uma especialista em políticas contra a obesidade, assinalou que o preço dos alimentos frescos é maior que o dos processados, e permite alimentar uma família de quatro pessoas por 20 dólares australianos. Em Sydney, a maior cidade da Austrália, há muitos mercados com produtos frescos e orgânicos de primeira qualidade, mas tão caros que são poucos os que podem pagar por eles.
Os habitantes dos centros urbanos também são motivados a comerem melhor pelo programa de televisão Master chef, no qual os aspirantes a cozinheiros surpreendem a audiência com pratos originais. mas a culinária cosmopolita não chegou ao interior: nas pequenas localidades, os supermercados têm produtos básicos e as opções se reduzem a cadeias de fast-food, de pubs e alguns restaurantes indianos ou asiáticos.
Em 2008, a tendência a engordar e à obesidade custou aos australianos 58,2 bilhões de dólares ao país com despesas médicas, pagamento aos cuidadores e mortes prematuras.
Essa semana (25/5) a Fundação Nacional de Saúde da Austrália alertou que as crianças do país viverão menos que a geração de seus pais se persistirem os maus hábitos alimentares e a falta de exercícios.O governo tem se preocupado com a questão,e a Australia vive hoje um grande problema por não saber como concientizar sua populção a mudar seus habitos alimentares, já que comidas ditas como saudaveis, são tão caras no país.

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Racionamento de energia

Por Mauricio Peixoto

     Usinas nucleares correspondem a cerca de 30% das fontes de energia no mundo, e três países são responsáveis por 80% de toda energia nuclear produzida, são eles França (80% de sua energia é proveniente de usinas nucleares), Japão (um terço) e EUA (10%).
     Após a tragédia do dia 11 de março, o Japão tem passado por uma crise energética, tendo em vista sua relativa dependência a energia nuclear, que está ameaçada. O governo, de alguma forma, tem que substituir essa energia por outras fontes, mas não é tão simples assim. A primeira medida adotada pelo Ministério do Meio Ambiente japonês, foi a de dar incentivos fiscais a pequenas e médias empresas que produzem produtos que economizam energia.
     O motivo é tornar esses produtos mais baratos e acessíveis a toda a população. Em torno de 70 empresas receberam subsídios para custear uma parte da fabricação de produtos como painéis solares  fuel cells (células de combustíveis, em tradução livre), geradores de energia eólica e caldeiras de alta eficiência.

Fonte: Mainichi Daily News

domingo, 22 de maio de 2011

O triângulo quase amoroso dos EUA, Afeganistão e Paquistão

Por,
Camila Moreira Fernandes
Enquanto o Talebã continua sua ofensiva às tropas estrangeiras no país, o Paquistão não se decide se em que lado está. Após a captura de Bin Laden em solo paquistanês suas relações com os Estados Unidos anda de mal a pior. Mas devido a gravidade da situação ninguém pode dizer daquilo que está cheio o coração. Essa semana o senador John Kerry afirmou que o Paquistão estaria aumentando seus esforços para combater os extremistas e contribuir para a estabilização do Afeganistão. Mas pairam no ar algumas dúvidas:
Primeiro: seria essa fala de autoria paquistanesa?
Segundo: suponde que a primeira indagação seja verdadeira, teria o Paquistão mais recursos, que não financeiro (porque esse não falta ao Estados Unidos) para estabilizar o Afeganistão?
Terceiro: afinal de que lado o Paquistão está?
Semana passada o ministro interino de Relações Exteriores, Salman Bashir, disse que os EUA devem “parar de mandar recados ao Paquistão pela imprensa”, mas ele mesmo o fez ao fazer essa declaração. Enquanto isso o Afeganistão continua com sua rotina habitual: ataques, homens-bombas e consecutivas mortes. Ainda não se sabe o fim desse triângulo, ou dessa disputa por influência na região, mas o que podemos esperar é o adiamento de um fim que estava próximo de chegar.
Uma excelente semana a todos.
Fonte: Estadão, G1 e Blog da Adriana Carranca.

Pratica de “Planking” gera Demissões na Austrália

A rede de lojas australiana Woolwhorths demitiu oito funcionários, pela prática de “planking”. A companhia argumenta que os funcionários foram demitidos por estarem colocando a vida deles em risco: “O Planking é uma contradição da nossa política de segurança, pois nossos funcionários têm a responsabilidade de garantir a segurança deles próprios e das pessoas ao redor deles”.
Benedict Brook, porta-voz da rede de supermercado disse que esse tipo de brincadeira é inaceitável.  “Nós não estamos falando simplesmente de pessoas que deitam no chão, mas o planking pode colocar nossos clientes em risco. Em uma loja de Dick Smith, por exemplo, um funcionário estava deitado em uma prateleira a alguns metros do chão, se ele se desequilibrasse, poderia ser desastroso para ele e para alguém que, eventualmente, estivesse na loja”
Anthony Wilson, gerente de segurança e riscos da Woolworths, alerta que a empresa não quer ser ‘‘estraga-prazeres’’, mas que esse tipo de política – de demitir quem pratica planking – é algo essencial para a segurança dos consumidores.
Segundo o jornal australiano “ The Telegraph” foram demitidos: o gerente e o sub-gerente da rede de supermercados de southern NSW que carregavam uma tábua de 2 metros com o intuito de se equilibrar, três funcionários da unidade de northern NSW, pegos tentando se equilibrar em prateleiras, dois açougueiros de uma unidade no estado de Victoria e, por fim, um funcionário da unidade de Queensland, pego tentando fazer a ‘brincadeira’ em uma pilha de caixas de leite.
A prática de planking está disseminada na Austrália, tanto é que há uma página no Facebook chamada “Planking Australia Official” com várias imagens de usuários que tiraram fotos se apoiando em algum tipo de objeto ou lugar inusitado, além do site  iPlanking, que reúne várias imagens com a “brincadeira”.
O "planking" é uma brincadeira que consiste apenas em se equilibrar deitado, porém deve ser feito em locais de difícil equilíbrio.  Uma actividade, até à pouco tempo desconhecida, está agora a ganhar exposição internacional, ganhando maior  fama quando um jovem australiano de 20 anos morreu  numa tentativa de "planking" na varanda de um 7.º andar. O caso do jovem australiano de 20 anos é o mais famoso, porém não é o único, a brincadeira tem ocasionado muitas mortes devido ao perigo em que as pessoas se expõem.


                             
 

Tarifa sobre produção de minério de ferro sofrerá Aumento

Nessa quinta-feira (19/05) o estado Western da Austrália, que é rico em recursos naturais, anunciou o aumentou sobre o imposto cobrado na produção de minério de ferro. O imposto passará de 5,6% para 7,5% sob a produção.
A alta do imposto é uma continuidade do aumento anunciado pelo Estado no ano passado. A medida entrará em vigor a partir de julho de 2013, de acordo com uma cópia de documentos do orçamento anual do Estado. A decisão foi anunciado apesar do alto risco de indisposição com poderosos grupos de lobby do setor de mineração do país e com o governo federal.
Em resposta à medida, o secretário do Tesouro da Austrália, Wayne Swan, afirmou que o primeiro-ministro de Western Austrália, Colin Barnett, "precisa parar de brincar de política com o boom da mineração e ajudar a garantir que os cidadãos do seu Estado recebam a sua parte justa da riqueza dos recursos naturais do país". Swan disse também que o Estado poderá não conseguir obter a receita de uma revisão dos bens da nação e do imposto cobrado sobre serviços.
O minério de ferro fino é produzido pelo esmagamento de pedaços maiores do mineral antes do seu envio para as fundições para a produção de metal. Grupos mineradores do país expressaram preocupação sobre as implicações de custos com o aumento inesperado do imposto.
Samantha Stevens, porta-voz da mineradora BHP Billiton, disse que a companhia vai dialogar com o governo do Estado, em relação ao aumento proposto da tarifa. Um porta-voz da Rio Tinto não quis comentar de imediato o assunto.
“ É lamentável que mais uma vez as balizas das metas estejam sendo movidas", disse Reg Howard-Smith, presidente-executivo do grupo de lobby Câmara de Minerais e Energia de Western Austrália.

Apesar do Estado de Western já ter anunciado o aumento d imposto, muitas discussões e pressões ainda irão acontecer até 2013. 


 

Nova Cerveja... Para ser Tomada no Espaço

Dois empreendedores australianos, Jason held e Mitchel, donos de uma micro- cervejaria criaram uma cerveja encorpada para ser bebida no espaço.
A cerveja chamada Vostok 4 pines stout  foi desenvolvida em trabalho conjunto com a empresa de engenharia espacial “saber astronautics” da Austrália.
Os australianos desenvolveram a cerveja pensando em um mercado futuro e ainda desconhecido: o turismo no espaço. O argumento é que a Rússia já começou a levar turistas ricos para o espaço e o britânico richard branson desenvolve, atualmente, a infra-estrutura de seu próprio negócio de turismo espacial.
A cerveja foi testada nessa quarta-feira (18/05) em um vôo com gravidade zero sobre a flórida, nos Estados Unidos. No teste, foram consumidos aproximadamente 1 litro  da cerveja. Segundo os pesquisadores o maior desafio, no entanto, foi manejar a garrafa até a boca, o problema a partir de agora, é pensar numa idéia para levar a garrafa até a boca, por que nos experimentos essa situação foi bem complicada. Não foi noticiado o estado de embriaguez do cidadão que se submeteu ao teste, os próximos testes serão feitos para saber qual o impacto de tomar bebida alcoólica no espaço.
A cerveja foi criada com baixa carbonatação, ou seja, criada para amenizar os problemas com os chamados “ arrotos molhados”. Segundo os criadores a cerveja de malte é encorpada e saborosa, possui sabor de chocolate e caramelo para compensar a redução do paladar devido ao inchaço da língua no espaço.
Para os amantes de uma boa cerveja, a boa noticia é que a Vostok 4 pines stout está sendo vendida na própria cervejaria na Austrália e em alguns Pubs no país. A degustação não está exclusiva aos milionários que possuem dinheiro para Turismo no espaço, apesar da cerveja não ser tão barata como outras, estará ao alcance de qualquer pessoa que queira consumi-la. Ainda não foram divulgada vendas em outros países, porém na Australia sua venda estará garantida. 

As informações são do site do jornal the sidney mourning herald, da austrália e informações da agência reutersPara maiores informações e curiosidades sobre todo o processo de criação da nova cerveja acesse o site: http://vostokspacebeer.com/





Festa em  Comemoração pela criação da  Nova Cerveja!!!


Australianos Visitam Regiões Leiteiras do Brasil

Pecuaristas de uma Cooperativa de Leite Australiana chegaram ao Brasil nessa terça-feira (17/05/11) com o intuito de conhecer varias regiões leiteiras do país.
O Grupo tem interesse de conhecer, principalmente, o funcionamento do programa de certificação do leite brasileiro.
O programa de certificação da qualidade do leite do Brasil está ligado ao Ministério da Agricultura e Inmetro e deve ser publicado no Diário Oficial até o final do ano. O documento prevê práticas integradas a toda a cadeia produtiva do leite, como segurança alimentar, meio ambiente, legislação trabalhista e bem estar animal.
            Essa semana o destino do grupo australiano foi o município de Londrina e outras cidades do Paraná. Eles visitaram fazendas de gado leiteiro e apostam na troca de experiências para aperfeiçoar o setor, tanto brasileiro como australiano.
O Paraná tem uma das principais bacias leiteiras do Brasil, com um rebanho perto de um 1, 5 milhão de animais é o terceiro produtor nacional de leite, contribuindo com 3,5 milhões, dos 29 milhões de litros que o Brasil produz por ano.
O grupo foi recebido pelo Sindicato Rural de Londrina e Sociedade Rural do Paraná. Entre as informações, dados sobre o nível tecnológico do treinamento de produtores e funcionários do setor, foram apresentados pelo Senar. A pecuarista australiana, Jo Brookes, disse que ficou impressionada com a limpeza e organização das fazendas que conheceu. Só esta cooperativa australiana produz o mesmo volume de leite do Paraná. A visita pode render outros intercâmbios para troca de tecnologias.
A Austrália é um grande produtor de leite, é a  segunda maior exportadora mundial de lácteos atrás apenas da Nova Zelândia.  Possui condições climáticas extremamente favoráveis, o setor lácteo da Austrália espera expansão ainda para este ano. De acordo com a Dairy Australia, as condições climáticas em algumas regiões produtoras de lácteos são as melhores em anos, o que vai favorecer a ampliação do rebanho leiteiro.
Darlene Medina Carlos, coordenadora do grupo disse que a troca de conhecimento existe porque eles vêm para saber como está nossa tecnologia, para ver novas experiências no setor, pois as regulamentações são diferentes, os mercados são diferentes, e por isso é um aprendizado constante, “muita das vezes não existe a troca comercial, mas há troca de aprendizado, e o intercâmbio de informações e de pessoas sempre acontece, o que é muito lucrativo para ambos os países”.

O Grupo australiano ficará no Brasil até o inicio do mês de junho e as expectativa são as melhores.

sábado, 21 de maio de 2011

Índia reclama ao Paquistão luta contra o terrorismo

Por
Juliane Barbosa da Silva

A Índia voltou a afirmar que melhora nas relações com o Paquistão irá depender diretamente do combate ao terrorismo. Segundo as autoridades indianas o Paquistão “deve acabar com os grupos terroristas dentro do país, e desmantelar suas bases de operações”.
As relações bilatérias entre os países estavam abaladas desde o atentado terrorista em 2008 e desde março passado o dialogo entre ambos voltou a existir, no entanto desde a morte de Osama o governo Indiano pede providências mais firmes contra os grupos terroristas e afirma que o Paquistão é um é um refugio de terroristas.
Todos aguardam grandes mudanças no cenário internacional após a morte de Osama e como pode observar a Índia busca uma postura mais dura e inflexível do Governo paquistanês contra o terrorismo que será o novo ponto de discussão da agenda internacional nos próximos meses.
           
Fontes:

segunda-feira, 16 de maio de 2011

BHP aponta dificuldades devido a inundações na Austrália

A BHP Billiton, maior mineradora global, alertou que as chuvas persistentes na Austrália estão atrasando a recuperação de suas operações de carvão depois de afetarem severamente a produção do país. Enquanto isso, as minas de minério de ferro no oeste da Austrália, que também foram atingidas por chuvas torrenciais, tiveram modesta recuperação no trimestre encerrado em março, de 7 por cento comparado com o ano anterior, abrindo caminho para um ano recorde, informou a BHP.
A companhia já destinou cerca de 10 bilhões de dólares de seu plano de investimentos de 80 bilhões de dólares nos próximos cinco anos para expandir as operações de minério de ferro e carvão. Analistas acreditam que isso demonstra os desafios que a indústria está enfrentando para satisfazer a crescente demanda por matéria-prima em meio à industrialização que se expande pela China e Índia, passando por outros países asiáticos.
A BHP informou que a produção de carvão para metalurgia no trimestre encerrado em março caiu 18% no ano, para 6,67 milhões de toneladas. Queensland (estado australiano-nordeste do país) perdeu cerca de 30 milhões de toneladas em produção de carvão quando as chuvas de monções e um ciclone atingiu a costa leste australiana.
Outras companhias como a Rio Tinto  e a Wesfarmers reportaram perdas de 12% e 34%, respectivamente, na produção de carvão metalúrgico devido às enchentes.
A produção de minério de ferro da BHP, sua principal commodity, saltou 33,2 milhões de toneladas no trimestre encerrado em março, mas foi 1 por cento menor que no trimestre anterior, por conta do verão chuvoso na Austrália.
Na produção de minério de ferro, a BHP está atrás da Vale e da Rio Tinto. A forte demanda da China, maior consumidora da commodity e a maior produtora de aço do mundo, puxou os preços da commodity, que se mantém em altos níveis neste ano, em torno de 180 dólares a tonelada, ligeiramente abaixo do recorde de 200 dólares registrados em fevereiro.


                     





Para conhecer mais a BHP Billton acesse o site: http://www.bhpbilliton.com/bb/home.jsp



Empresas citadas acima:
*BHP Billiton: Multinacional anglo-australiana, maior mineradora do mundo (fusão entre  BHP  (australiana) e Billiton (inglesa) em 2010).
*Rio Tinto: Multinacional anglo-australiana de Mineração, fundada em 1873.
* Wesfarmers: Cooperativa de Agricultores da Austrália Ocidental, fundada em 1914.
*Vale: Maior empresa privada do Brasil e 2° maior mineradora do mundo (em 2007 ocorreu a  a incorporação da INCO canadense).



Governo da Austrália vai Intensificar Restrições à Síria


O ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Kevin Rudd, afirmou nesta sexta-feira (13/05) que serão intensificadas as sanções contra o governo do presidente da Síria, Bashar Al Assad. O Ministro condenou a repressão violenta comandada por Assad nas manifestações contra o governo e pede mudanças no sistema político sírio.
Segundo o ministro, o governo vai endurecer as sanções financeiras contra autoridades ligadas ao governo. “A Austrália pede às autoridades sírias que parem imediatamente com a violência contra civis e retirem o Exército das ruas de Dera, Homs e de outras cidades, disse Rudd, em comunicado.
O governo da Austrália determinou ainda que o representante especial para a Síria acompanhe os acontecimentos na região. De acordo com Rudd, o governo australiano pretende impor embargo sobre a venda de armas e outros materiais utilizados para deter as manifestações, quando os protestos internacionais se intensificam. Vamos continuar a pressionar o governo sírio para parar de recorrer à violência contra a população desta forma completamente inaceitável”, disse ele.



Anistia Internacional Critica Tratamento Dado a Refugiados na Austrália



 




  
 A porta-voz da Anistia Internacional na Austrália, Claire Mallinson, ressaltou que a política para pessoas em busca de asilo, em sua maioria vindas do Sri Lanka, Irã e Afeganistão ocorrem por meio de contrabando de pessoas em viagens perigosas de barco, uma falha nas avaliações legais, humanas e econômicas.

Uma das entidades mais respeitados em todo o mundo, a Anistia Internacional, organização não-governamental, que acompanha a situação dos direitos humanos em todo o mundo anunciou em seu relatório anual que a política para refugiados da Austrália e o tratamento dos nativos precisa de melhorias.


"As pessoas têm direito legal de buscar asilo e a quantidade que chega à Austrália é incrivelmente baixa, não existindo assim, razões para tantas falhas. No ano passado, os que vieram de barco foram o mesmo número que chegaram à Itália na semana passada", afirmou a porta-voz.

          O plano australiano de enviar 800 refugiados refugiados à Malásia foi altamente criticado.  Mallinson alegou que o país asiático não tinha bom histórico de direitos humanos e por isso seria absurdo mandar nesse momento tantas pessoas para lá.
       Ela também afirmou que existe um retrocesso no tratamento dado pela Australia a refugiados e aboriginas e aponta que é escandalosa a taxa de aborígines presos, em comparação com os que não são aborígines, sendo 14 vezes maior. 

Melbourne será sede do GP da Austrália por mais 4 anos

Sede do GP da Austrália desde 1996, Melbourne continuará abrigando a etapa oceânica da F1 pelo menos até 2015. É o que garante Louise Asher, Ministra do Turismo e de Grandes Eventos do Estado de Victoria.

Há tempos, o futuro do GP da Austrália vinha sendo colocado em xeque pelos políticos locais, que se queixam principalmente da escalada dos custos de realização da corrida, que incide diretamente no bolso dos contribuintes do Estado de Victoria. Até mesmo o organizador da prova, Ron Walker, declarou que via com bons olhos uma possível mudança para Avalon. Tudo isso provocou rumores na imprensa australiana, que apontavam uma mudança da prova da F1 para Avalon, porém nessa quarta-feira (11/05/11) a Ministra Louise Asher  descartou a operação, mas declarou que para a corrida seguir em Melbourne, vai endurecer o jogo com Bernie Ecclestone para negociar melhores bases visando um novo contrato.
A Ministra Asher veio a público para confirmar que Melbourne permanece como sede da F1 na Austrália, já que Avalon não teria como arcar com os custos de £ 200 milhões (R$ 527 mi) para a realização da prova. Além disso, a Ministra disse que o evento tem sido benéfico para a cidade. “O GP vai ficar em Albert Park. Uma das razões para a marca Melbourne ter sido bem sucedida é que o GP está em Albert Park”, salientou.
A Ministra avisou que Ecclestone não terá vida fácil se quiser aumentar os custos para aportar a F1 novamente em Melbourne depois de 2015. “Quando nós viermos negociar, vamos jogar duro. Acho que os contribuintes podem conseguir um melhor acordo se o contrato for menos [benéfico] para meu bom amigo Ecclestone e mais para os contribuintes de Victoria”, complementou.
Bernie confirmou que a F1 pode deixar Melbourne após o término do contrato da cidade com a FOM, previsto para 2015. “No caso de Melbourne, se o produto é tão caro para eles, nós entendemos isso, e quando o contrato chegar ao fim, não haverá necessidade de renová-lo. Nós não iríamos forçar alguém a comprar algo que eles não querem ou pensam que é muito caro.”

“A Austrália é tão importante para nós quanto Mônaco”, declarou o chefão da F1 (Bernie Ecclestone) em entrevista por videoconferência à agência ‘Reuters’ nesta quarta-feira (11/5) . “É parte do Mundial e tem sido por um tempo impressionantemente longo. Nós odiamos imaginar ter de perder a Austrália”, acrescentou Bernie Ecclestone.

            O país está na categoria ininterruptamente desde 1985 e já sediou 26 GPs, sendo 11 em Adelaide e outros 15 em Melbourne, onde a F1 corre desde 1996. 

Fundador do WikiLeaks recebe Prêmio na Austrália

O fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, foi declarado vencedor da  Medalha de ouro da Fundação Sydney Peace nessa terça-feira 10 de Maio de 2011.
A medalha de ouro é uma das premiações mais importantes da Austrália na área da defesa dos direitos humanos e só havia sido entregue a outras três pessoas, sendo elas, o Dalai Lama, o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela e o japonês Daisaku Ikeda, da associação budista Soka Gakkai, o que a difere-se do Premio Nobel da paz que há 14 anos é entregue anualmente.
De acordo com a agência Reuters, a medalha de ouro foi entregue pela fundação em Londres e prestou homenagem a Assange por sua "determinação para conseguir maior transparência dos governos e por sua coragem excepcional na defesa dos direitos humanos".

 "Achamos que a luta pela paz com justiça inevitavelmente envolve conflitos, inevitavelmente envolve controvérsias", disse o Professor Stuart Rees, diretor da fundação, ao justificar o prêmio.

O professor ainda completa dizendo que o mérito de Assange está em desafiar práticas seculares de segredo governamental e defender o direito das pessoas saberem. "Achamos que o senhor e o WikiLeaks provocaram o que julgamos ser um divisor de águas no jornalismo, na liberdade de informação e potencialmente na política"

Um pouco da historia de Julian  Assange
Julian Paul Assange nasceu em 1971 em Townsville, no nordeste da Austrália. Em 1987 aos 16 anos, Assange tinha um modem, e seu computador foi transformado em um portal, ainda não existiam websites, mas as redes de computadores e sistemas de telecomunicações estavam suficientemente ligadas para formar uma rede que alguém com grande conhecimento técnico conseguiria invadir. Assange começou a "hackear" sob o nome "Mendax" (“falsa nobreza”) e posteriormente se uniu com mais dois outros hackers formando um grupo chamado International Subversives cuja as  regras eram: "Não danificar os sistemas de computador que você acessar (incluindo cometer falhas neles), não alterar as informações contidas nesses sistemas (exceto para alterar registros a fim de cobrir seus traços de acesso), e compartilhar informações".
Em 1991, a Policia Federal Australiana invadiu sua casa em Melbourne, e ele foi acusado de ter acessado os computadores da Universidade Nacional da Austrália, da empresa de telecomunicações canadenses a Nortel, do Instituto de Tecnologia Royal Melbourne (RMIT), além de outras organizações. Em 1992, ele se declarou culpado de 24 acusações e foi libertado sob fiança no valor de U$ 2.100,00.


Em 2006, abandonou os estudos em matemática e física na Universidade de Melbourne e fundou o Wikileaks com o objetivo de publicar informações filtradas de "regimes opressores" como China, a antiga União Soviética, a África Subsaariana e o Oriente Médio, sem deixar à margem as "condutas pouco éticas" de países do Ocidente.

Por segurança, o WikiLeaks mantém seu conteúdo em mais de 20 servidores ao redor do mundo e utiliza centenas de domínios - bancados por voluntários e doadores.
            Julian Assange esteve envolvido na publicações de documentos sobre execuções extrajudiciais no Quênia, publicou documentos sobre resíduos tóxicos na África, sobre procedimentos do Guantámo, entre outros. Em 2008, seus cinco parceiros de mídia, El País, Le Monde, Der Spiegel, The Guargian e The New York Times, começaram a publicar os telegramas secretos da diplomacia dos EUA, além de detalhes sobre o envolvimento dos Estados Unidos nas guerras do Afeganistão e Iraque.

Em 2010, após o vazamento da vasta massa de documentos sobre possíveis crimes de guerra cometidos na Guerra do Afeganistão e na Guerra do Iraque pelo Exercito dos Estados Unidos, sua fama cresceu e desde então, Assange começou a dar entrevistas para defender seu site.
            Em 30 de novembro de 2010, foi acusado de estupro e abuso sexual na Suécia e a Interpol o colocou em sua lista de procurados. No dia 7 de setembro, em Londres, Assange apresentou-se à Polícia Metropolitana e negou a veracidade das acusações contra ele, sendo liberado nove dias depois. 
A prisão de Julian Assange, bem como as atividades mais recentes do WikiLeaks, geraram pronunciamentos de pessoas públicas. O cineasta  inglês Ken Loach, a milionária Jemima Khan e o jornalista investigativo australiano John Pilger tinham se oferecido para pagar a fiança de Assange e também compareceram à corte de Westminster no dia do julgamento. Michael Moore e Bianca Jagger também contribuíram para o pagamento. Além de dezenas de jornalistas, uma multidão de simpatizantes do ativista australiano se concentrou em frente ao tribunal londrino, recebendo com alegria a notícia de que ele seria posto em liberdade
Julian Assange, 39 anos, está atualmente em prisão domiciliar na Grã-Bretanha por uma acusação de abuso sexual supostamente cometido na Suécia, em agosto de 2010. Ele nega as acusações e afirma ser vítima de um complô.
Por seu trabalho no Wikileaks Assange ganhou o Index on Censorship do The Economist de 2008. Ganhou o Amnesty Internatinal UK Media Awards de 2009, por ter exposto os assassinatos extrajudiciais no Quênia. Em 2010, ganhou o Sam Adams Award, prêmio concedido àqueles que aliam ética e inteligência a agências inteligentes, foi  votado como uma das 50 figuras mais influentes pela New Statesman, ficando em 23º lugar, além de ter sido considerado o "homem do ano" pelo jornal francês Le Monde. E em 2011 além da atual medalha de ouro, foi incluído na lista da revista Time como um dos 100 mais influentes do planeta.

“Independentemente do que acontecer com Assange, (...) segredos nunca estarão seguros novamente", disse a revista Time.