terça-feira, 26 de abril de 2011

Os Direitos Humanos versus as Tradições Indianas

Por
Juliane Barbosa da Silva

A cultura Indiana tem suas raízes fortemente ligadas às tradições entre as castas, ou seja, os vínculos familiares, e isto tem levado a Corte Suprema Indiana a rever questões de direitos humanos relacionado a desaparecimentos, sequestros e mortes de cidadãos que cometem supostos “delitos” por casar com alguém de outra casta, esse “crime de honra” tem levantado a polêmica por ser totalmente ilegal e ferir diretamente princípios de Direitos Humanos.
O Supremo Tribunal Indiano vem lutando para acabar com essas tradições e declara que “o sistema de castas é uma maldição e quanto mais rápido possível este for eliminado melhor".
Ao observarmos episódios como este, podemos ver que alguns pontos da teoria de Huntington que tem como principal tese que as identidades culturais e religiosas serão a principal fonte de conflitos no mundo após a Guerra Fria, estão expressamente presentes no contexto dessa nova ordem mundial.

Fontes:

domingo, 24 de abril de 2011

A fênix oriental

Por Maurcio Peixoto

     Toda essa crise trazida pelo tsunami está causando muita dor de cabeça no governo japonês. O país, que foi um dos mais atingidos pela crise financeira mundial de 2008, terá que se desdobrar para reconstruir a região aingida pela catástrofe natural. Algumas medidas já estão sendo tomadas. O governo aprovou um pacote de US$50 bilhões de dólares para a reconstrução do país, que é o primeiro passo. Porém, outros pacotes serão necessários, mas será muito mais difícil financia-los, já que eles provavelmente exigirão um mix de impostos e de contração de empréstimos no mercado de títulos, o que pode onerar a economia japonesa já carregada de dívidas.
     Por outro lado, o Japão mais uma vez mostra disciplina e competência para adminstrar as crises. Uma rodovia foi reconstruída apenas seis dias após a tragédia. 

Antes
Depois
     Comparando com o governo brasileiro que reconstruirá a BR 060 em 6 meses. Aproveitando  o ensejo, uma piada/pergunta percorre o mundo virtual: 

"Quem terminará primeiro: 
o Japão de se reconstruir ou o Brasil de construir um estádio para copa?"

     Um outro indicador da rápida recuperação japonesa é o aeroporto de Sendai, que em pouco mais de um mês após ser atingido por ondas gigantes, reabre parcialmente. Como o mostra a reportagem da Globo News.

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     O clima no Japão é de otimismo. O ministro da economia, Kaoru Yosano, declarou que espera que o impacto do desastre seja de curto prazo, e que a economia esteja estabilizada até o fim do ano. Muitos duvidam desta proeza, porém o Japão já surpreendeu o mundo diversas vezes, não seria novidade surpreender novamente e todos esperamos que assim seja, que o Japão renasça das cinzas deixadas por mais essa catástrofe o quanto antes.



Cidadão Britânico é Deportado da Austrália

As autoridades australianas deportaram para o Reino Unido nessa segunda-feira (18/04)  um cidadão britânico que residiu mais de 40 anos na Austrália depois de dete-lo por delitos cometidos há dez anos, revela a imprensa local.
Chris Bowen, ministro australiano da Imigração, indicou que Clifford Tucker será expulso do país por acumulação de condenações e porque não cumpriu os requisitos psicológicos estabelecidos na lei australiana para os imigrantes.
Clifford Tucker foi condenado a 12 anos de prisão por disparar contra um polícial em 1983 e em 1999 cometeu outro delito ao atirar uma garrafa de cerveja contra outro agente.
Clifford Tucker tem três filhos de 16, 15 e 12 anos, chegou à Austrália com apenas seis anos acompanhando os seus pais, mas nunca solicitou a cidadania australiana. O britânico, que padece de depressão e distúrbios de personalidade, tem estado detido em Sidney desde Maio de 2010, pois teve seu visto cancelado.
O advogado deTucker, Stephen Kenny, afirmou que a decisão das autoridades australianas violam os direitos de seu cliente e acrescentou que este já não representa uma ameaça para a Austrália porque não esteve implicado em nenhum delito relevante nos últimos dez anos, porém autoridades australianas mantiveram a decisão.

Candidatos a Asilo Politico se Revoltam e Incendeiam Centro de Detenção

Candidatos a asilo político estão insatisfeitos com superlotação de prisões e demora no processamento de pedidos.
Cerca de cem detentos se rebelaram e atearam fogo em um centro de detenção para candidatos a asilo político na Austrália.
Um cilindro de gás explodiu e destruiu uma cozinha, a lavanderia, uma enfermaria e um centro de computação. Nove edifícios do complexo foram incendiados, as chamas chegaram a dez metros de altura.  Bombeiros e Policia de Choque foram acionados. 
A rebelião começou na quarta-feira(20/04) com apenas dois detentos, e foi logo seguida por outros dez. Durante à noite de quarta, a insatisfação cresceu e incorporou cerca de um quarto de todos os presos no complexo de Villawood,  
É o segundo episódio deste tipo no país. No mês passado, uma prisão na Ilha Christmas foi palco de outra rebelião. Com capacidade para amparar a 800 pessoas, Christmas alberga atualmente a dois mil imigrantes que chegaram neste ano, situação tem preocupado e alarmado australianos.
O repórter da BBC Nick Bryant, aponta que os detentos estão insatisfeitos com a superlotação das prisões e a demora no processamento dos pedidos de asilo. Segundo o repórter, as tentativas de rebelião, suicídio e autoflagelo estão aumentando à medida que cresce a migração para a Austrália. Nos últimos oito meses, seis pessoas morreram em custódia no país.
No ano passado, a organização de direitos humanos Anistia Internacional alertou para a  deterioração da saúde mental de alguns candidatos a asilo detidos em Ilha Christmas, por conta da pressão e das incertezas sobre a sua situação pessoal e política.
Um porta-voz do Departamento de Imigração australiano disse que a rebelião "não é o tipo de comportamento condizente com alguém que deseja fazer parte da comunidade australina".
 Após o acontecimento dessa quarta-feira (20) no Centro de Detenção de Villawood, a Primeira Ministra da Austrália, Julia Gillard, analisa com seu gabinete uma nova política fronteiriça para frear a avalanche de refugiados que reclamam asilo político. A contínua chegada de barcas e chalupas desde Afeganistão, Irã e Sri Lanka tem sobresaturado os centros governamentais de detenção e tem detonado a polêmica nacional sobre o tema da imigração. A primeira Ministra explicou que não é uma questão de intolerância ou racismo, mas sim de segurança fronteiriça e sendo assim nacional.

Tribunal Australiano Permite que Menino de 10 Anos Mude de Sexo

Um tribunal da Austrália autorizou que um menino de 10 anos de idade faça cirurgia para mudança de sexo.
Segundo afirmação da Corte australiana em sua decisão o garoto, conhecido apenas como Jamie, é gêmeo e tem vivido os três últimos anos como uma menina: veste roupas femininas, usa o banheiro das meninas na escola e "se apresenta como uma jovem e atraente garota com cabelos longos e louros". O juiz que ditou a sentença disse reconhecer "uma menina em corpo de menino".
A mãe de Jamie contou que aos 3 anos de idade o menino se queixou: "Mamãe é tão difícil tentar ser um menino". A família passou a tratar Jamie como menina em 2008, o  irmão gêmeo passou a aceitar a situação e a dizer: “Eu tenho uma irmã".

"Jamie vive confortavelmente como menina. Tem confiança e não sofre isolamento social", declarou a mãe.

Segundo a família, o primeiro especialista a ver o menino, em fevereiro de 2009, notou que "Jamie parecia convincentemente feminino de todas as maneiras", à exceção da genitália e o médico se mostrou preocupado com o rápido desenvolvimento da puberdade e recomendou  tratamento imediato.
Pais, médicos e psiquiatras disseram temer que a chegada da puberdade levasse Jamie a tomar medidas extremas, como o suicídio, e resolveram apoiar a aplicação urgente da terapia para mudança de sexo. Ele será o mais jovem australiano a ser submetido ao tratamento, segundo reportagem do site "News.com.au".
Jamie iniciará já na próxima semana um tratamento com remédios para esconder os traços da puberdade masculina e aos 16 anos, será aplicada a segunda fase da transformação, uma terapia usando hormônios femininos.

domingo, 17 de abril de 2011

Caridade ou dever?

Por,
Camila Moreira Fernandes

          No final de Março, o General David Petraeus, disse que a construção da nação é uma resposta à ameaça dos Estados falidos que ameaçam a estabilidade regional, uma vez que a fraqueza do Afeganistão é uma ameaça à segurança dos Estados Unidos. Para ele a reconstrução do Afeganistão não é uma caridade internacional e nem um exercício para abrandar a culpa ocidental, mas deve ser um ato de desprendimento e de boa vontade. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de um governo legítimo e eficaz para evitar um possível abrigo para a Al-qaida ,desestabilizar o Paquistão Ocidental e resolver questões do comércio de drogas. Mas como todo jogo possui dois lados, a guerra no Afeganistão não fugiu a regra. O vice presidente Biden acredita que a reconstrução do Afeganistão deve ser suplantada por uma campanha de guerra por tempo indeterminado. Em seu artigo de 22 de Março à Foreign Policy, Paul Miller chegou a nomear essa retórica de Doutrina Biden da eterna gerra e rebateu dizendo que a guerra deve ser o último recurso e não o primeiro. Miller resalta a importância dos civis norte amercianos no país, pois eles tem desempenhado um papel de consultores junto aos ministros afegãos, dando conselhos para a resolução de conflitos pontuais, distribuindo fundos para a construção e reconstrução de estradas, escolas e hospitais, formando uma equipe de manutenção de energia elétrica e realizando acordos entre rivais políticos em Cabul. E a despeito das críticas ele cita uma frase referente a Segunda Guerra Mundial: “O difícil nós fazemos imediatamente, o impossível demora um pouco mais.” Se esses 10 anos não foram suficientes para no mínimo vislumbrarmos um futuro certo para o Afeganistão, quantos anos mais será necessário derramamento de sangue para que esse país volte a ter flores?

Resumo de notícias da semana:

12 – Em 18 meses a base da ONU no Afeganistão foi atacada três vezes, mas mesmo nesse ambiente de insegurança o subsecretário-geral das Nações Unidas para a segurança, Gregory Starr, disse que eles permanecerão no país.
13 – Durante uma reunião de líderes tribais ao leste do Afeganistão, na província de Kunar, 10 pessoas morreram devido a um ataque suicida e mais 7 ficaram feridas.  A maioria eram idosos sendo que um dos atingidos era um influente comandante pró-governo da província.

14 – Hillary Clinton se pronunciou a respeito das possíveis conseqüências de uma retirada precipitada das tropas da OTAN no país. Ela teme que essa retirada aumente a influência dos talibãs no Afeganistão e que o pouco que foi construído no país fique a mercê de uma política oportunista. Ainda no dia 14 três policiais morreram em um atentado em um centro de formação policial na província de Paktya.
16 – Na manhã de sábado um rebelde suicida se infiltrou na nova base da OTAN nas províncias de Nangarhar e Laghman, matando 5 soldados estrangeiros e outros 4 afegãos.  
“O Afeganistão merece o melhor”.
Uma excelente semana a todos.


Fonte:
G1
Estadão
Foreign Policy

Piloto Constrói Replica Fiel de Flight Simulator


       Matthew Sheil é um australiano que levou sua adoração pelo jogo Flight Simulator aos limites da imaginação e da economia.
       Em seu armazém, em Chipping Norton, subúrbio de Sydney ,Australia,  ele mantém o simulador caseiro mais caro do mundo, que  segundo o livro dos recordes  cerca de US$ 300 mil foram investidos em sua   construção.
       O simulador ainda não foi avaliado a preço de venda, mas a peça é uma versão fiel aos simuladores de treinos de pilotos, que são avaliados por volta de US$ 60 milhões, segundo notícia do jornal Sidney Morning Herald, da Austrália, que enviou equipe para testar a máquina.
       São 45 softwares e 14 computadores capazes de simular com realismo 27 mil diferentes aeroportos e condições meteorológicas de todo o mundo, em tempo real. Os sistemas de pilotagem também permitem que o usuário sinta solavancos em turbulências, entre outros detalhes minuciosos. No lugar das janelas, ficam telas de computadores que simulam um vôo realístico a bordo da nave escolhida.
       Sheil diz que trabalha na máquina há dez anos e conseguiu muitas doações para conseguir construí-la. Tanto que, todo dinheiro que ganha no aluguel da máquina para pilotos ou para quem quer se divertir, ele doa para a instituição Royal Flying Doctor Service (RFDS).
       Apesar da repercussão de sua máquina e de viver a maior parte do tempo em função dela, Sheil, que é um piloto de verdade, diz que prefere voar com aviões que saiam do chão.






Etanol como Elo para Parcerias

       A Austrália já vem buscando a alguns anos o fortalecimento de parcerias com países que queiram investir em estratégias para a produção de cana-de-açúcar e beterraba. Sendo assim, Brasil e Austrália podem se tornar importantes aliados no desenvolvimento da cadeia produtiva do etanol de cana-de-açúcar nos próximos anos. A Austrália vem investindo na construção de projetos de parcerias fundamentadas no desenvolvimento de uma economia de baixo carbono baseada em fontes renováveis.
       Nessa quarta-feira (13/04/11), uma delegação formada por cinco representantes do governo australiano visitou a sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), em São Paulo, buscando solucionar dúvidas sobre o mercado brasileiro e as tecnologias de última geração empregadas na produção do etanol de cana.
       A proposta é que o Brasil possa ajudar a Austrália a desenvolver uma economia de baixo carbono baseada em fontes renováveis como o etanol. Por outro lado, a Austrália ajudaria o Brasil a promover o etanol mundo afora. 
       Harry Jenkins, presidente da Câmara dos Deputados da Austrália demonstrou profundo interesse no modelo brasileiro.

"Trabalhamos com um nível mandatório de mistura do etanol à gasolina, e por esta razão há muitos debates na Austrália sobre a produção e uso de etanol. Acreditamos que uma parceria com o Brasil será muito importante para que possamos obter maiores informações sobre este mercado", afirmou Harry Jenkins.

       Assim como o Brasil, a Austrália é um grande produtor de cana-de-açúcar, mas não possui terras para expandir a atividade, sendo assim, suas metas na expansão da produção de etanol se concentram em torno da produção de etanol celulósico, ou seja, a partir do bagaço da cana.
       Segundo Eduardo Leão de Souza, diretor Executivo da ÚNICA essa parceria entre Austrália e Brasil "É algo esperado para daqui no máximo três ou quatro anos".

Austrália Afunda Navio para Formar Recife Artificial

Plano para atrair turistas foi severamente criticado por ambientalista         

            Um navio desativado da Marinha australiana foi afundado nesta quarta-feira (13/04/11) na costa do país.  A fragata, de 138,1m de comprimento e capacidade para 4.100 toneladas, participou da Guerra do Golfo de 1990 e em operações de paz no Timor Leste em 1999 e 2006.
A ideia é que ele forme a base de um recife artificial que atraia turistas e dividendos para o governo australiano.
Centenas de pessoas na Praia de Avoca, no Estado de Nova Gales do (sudeste da Austrália), acompanharam o evento, marcado por uma queima de fogos. Grupos ambientalistas foram contra a iniciativa e protestaram, mas o plano foi executado apesar das criticas. Um Avião escreveu no céu a palavra vergonha antes do afundamento.







Desconforto Político entre Austrália e Timor Leste

              O Timor Leste é um país localizado na Ásia e conseguiu sua independência recentemente no ano de 1999. Longos períodos de luta para garantir sua liberdade e seu destino como nação marcaram sua historia, centenas de anos como colônia portuguesa e vinte e quatro anos de forte intervenção estrangeira (mais especificamente da Indonésia) traduzem as dificuldades enfrentadas pelo país.
                A Indonésia começou a intervir no futuro político de Timor-Leste logo nos primeiros dias após a Revolução dos Cravos, que teve lugar em Portugal, em Abril de 1974, no início do processo de descolonização.  As Forças Armadas da Indonésia impuseram soluções militares aos problemas políticos emergentes, o que resultou em consequências desastrosas para o povo de Timor-Leste, consequências graves e de longa duração. A escalada de violência teve um efeito multiplicador e foi levada até às aldeias mais pequenas de todo o território. O medo e a desconfiança foram semeados nas comunidades à medida que timorenses eram virados contra timorenses, particularmente em resultado das operações de informação e de vigilância.
                A impunidade dos perpetradores e a ausência de qualquer tipo de sistema eficaz que respeitasse o Estado de direito, resultou em um povo que não confiava na polícia ou nos mecanismos da administração civil para sua proteção. O desrespeito aos Direitos Humanos era claro.
                Em 2006, o envio de ajuda policial e militar foi solicitado pelas autoridades timorenses, depois de um forte agravamento da crise. Um relatório assinado pelo secretário-geral da ONU recomendou que a força multinacional que viesse a ser estacionada em Timor-Leste, para um total de quase 2.000 efetivos, deveria ter uma composição de 350 militares e 1.600 polícias.  A Austrália tomou a frente no processo de intervenção no Timor Leste juntamente com as Nações Unidas.
                O Conselho de Segurança das Nações Unidas, em consonância com as autoridades timorenses acordou que a Missão  UNMIT das Nações Unidas e todas as tropas estrangeiras presentes no Timor seriam retiradas até o final de 2012, após a realização das eleições.
            O atual problema é que o governo australiano através de um relatório feito pelo Australian Strategic Policy Institute (ASPI) defende a continuação dos militares australianos em Timor-Leste até 2020, o que criou desconforto nos meios políticos timorenses.
                O ministro da Defesa da Austrália, Stephen Smith, afirmou em visita oficial ao Presidente Timorense José Ramos-Horta (15/04/11)  que o período pós-eleitoral em Timor-Leste é que vai permitir avaliar se as medidas de segurança e estabilização foram bem sucedidas. O ministro australiano afirmou existir no país potencial para uma transição de responsabilidades para as autoridades timorenses, após as eleições, porém esta transição não deverá ser feita de maneira imediata, para evitar uma nova crise.
                Para o presidente, José Ramos-Horta, a situação no Timor Leste é “positiva”, admitiu que há aspetos a melhorar, especialmente nas áreas de forças policiais e militares. Mas, segundo ele, esses esforços devem partir do Estado.

                “Acredito que, no decorrer deste ano, vamos consolidar ainda mais a reforma das instituições de defesa e segurança, modernizá-las e profissionalizá-las...Hoje são menos de 500 homens e mulheres na Força de Estabilização Internacional, e apenas duas companhias são operacionais. As outras são de serviços de apoio e isso mostra que a situação é de calmaria no Timor Leste”, afirmou o presidente.

                E sobe esses argumentos afirma que o prazo máximo para as tropas australianas permanecerem no país deverá ser 2012.




Que tal um sushi?

Por Mauricio Peixoto

O acidente nuclear na usina de Fukushima foi considerado nesta semana de nível 7, o máximo, comparando ao grande acidente de Chernobyl. Mas as autoridades japonesas afirmam que agora o crise já está em uma escala menor, e que esta classificação foi dada devido a situação vista no inicio da tragédia, logo depois do tsunami. Mas o caso não está de todo resolvido, a radiação lançada no meio ambiente continua a preocupar não só o governo local mas como também a outros países, como o Brasil, onde a Anvisa e o Ministério da Agricultura,  Pecuária e Abastecimento (MAPA), elaboraram novas normas para importação de alimentos do Japão. Uma das regras é que para entrar no Brasil, os alimentos deverão contar com uma declaração da autoridade sanitária japonesa relatando que os níveis de elementos radioativos como o césio e o iodo-131 estão abaixo dos limites definidos pelo Codex Alimentarius (fórum internacional que define normas sobre alimentos). Além do documento, a Anvisa também vai solicitar novas medições - realizadas em solo nacional - para produtos com origem em 12 prefeituras japonesas.
Essas medidas tomadas pelo governo brasileiro não agradou ao chanceler japonês, que em visita oficial do ministro das relações exteriores brasileiro, Antônio Patriota, ao Japão, pediu que o Brasil limite as medidas de controle sobre as importações de alimentos japoneses. O ministro japonês das Relações Exteriores, Takeaki Matsumoto, afirmou que seu país não exporta nenhum produto comestível contaminado pela radiação proveniente de Fukushima, acidentada depois do terremoto em 11 de março.
Patriota, que realiza uma visita oficial ao Japão, afirmou que o Brasil considerará a possibilidade de mudar ou abandonar essas medidas excepcionais.


O Brasil é um grande consumidor de produtos japoneses devido à imigração japonesa de há mais de cem anos. Atualmente a comunidade japonesa no Brasil conta com um milhão e meio de pessoas, e é a maior do mundo fora do Japão.


domingo, 10 de abril de 2011

Passos lentos

Por Camila Moreira Fernandes

O Wall Street Journal publicou recentemente uma matéria mostrando a situação dos insurgentes no Afeganistão. Segundo o jornal a Al-Qaeda tem reconquistado forças no leste do país desde a retirada progressiva das tropas norte-americanas da região, deixando os americanos decepcionados. Toda a afirmação possui base de informações cedidas por fontes americanas, afegãs e do Talibã.
Uma semana conturbada para o povo afegão. Durante essa semana a OTAN liderou uma ofensiva na cidade de Kunar (território recentemente conquistado pelo Talebã), matando 130 insurgentes e deixando 20 feridos mais 40 presos. Na noite de terça-feira os rebeldes realizaram um ataque na cidade de Jalalabad contra uma base da OTAN, conseqüentemente a OTAN reagiu atirando e contra-atacando de helicóptero. Na quarta-feira, dia 6 de Abril, 2000 pessoas protestaram, pelo 6 dia consecutivo na cidade Qalat, a queima do Alcorão pelo pastor norte-americano. Já em Kandahar os talebãs atacaram um complexo policial (dia 7 de Abril), matando 6 membros das forças de segurança afegãs. E pra fechar a semana sangrenta um homem-bomba realizou um ataque nas redondezas de Cabul à um ônibus do exército do Afeganistão, ferindo civis e militares.

Uma ótima semana a todos.

Fonte:

The Wall Street Journal 

Economia Indiana é afetada pela falta de saneamento básico





 Por
Juliane Barbosa da Silva
 
A falta de saneamento básico em várias regiões urbanas e rurais da Índia tem trazido serio prejuízos para o país, especialista do Banco Mundial afirma que as mortes e os tratamentos de doenças como diarréia, malaria, tracoma e outros tem custado aos cofres Indianos cerca de 64,99 bilhões de reais, mais 18,6 milhões de reais são gastos com “tempo de acesso”, procura das pessoas por banheiros compartilhados, e 438, 86 milhões de reais estão sendo perdido pelo turismo, pois os turistas estão com receio de adquirir problemas de saúde.
            O descaso que tem sido dado pelas autoridades indianas para essa realidade tem causado ímpetos significantes na economia, pois os motivos que levam as perdas desses valores podem ser resolvidos com investimentos e parcerias com entes interestatais, trazendo um impacto bem menor em valores financeiros além de uma grande recuperação econômica na área de saneamento básico.

Fontes: