domingo, 8 de maio de 2011

Especial Dia das Mães


Mães afegãs

Por
Camila Moreira Fernandes

Essa semana foi divulgada um índice da condição das mulheres e crianças pelo mundo. O Afeganistão foi considerado o pior país para ser mãe, tendo o maior índice de mortalidade materna e a menor expectativa média de vida de 45 anos. No Afeganistão, simples doenças são mortais. Uma em cada seis crianças morre antes de completar cinco anos. A poliomielite ainda é uma doença comum entre as crianças, além da desnutrição (uma em cada três crianças sofre de desnutrição) e das doenças causadas pela falta de água potável. A longa distância para os hospitais e a tradição são agravantes para essa situação.
O sistema educacional também sofreu diretamente com os efeitos da guerra e da estrita tradição. Após a ascensão do Talebã, o tema da educação se tornou secundário. Quatro meninas para cada cinco meninos são matriculadas na escola primária, além dos constantes ataques realizados às escolas.       
Apesar das guerras e do fundamentalismo culturas são culturas e pessoas são pessoas. Que esse segundo domingo de maio seja pra orarmos e pra lembrarmos de nossas mães e de outras mães que sem nenhum recurso criam seus filhos como podem.

Uma excelente semana a todos!

Fonte:
G1
Unicef
Estadão 

Opnião pública

Por Mauricio Peixoto



     Desde que começou a crise nuclear de Fukushima por causa do terremoto e do devastador tsunami, várias manifestações foram organizadas no Japão para pedir uma mudança na política atômica do país. Mas foi nesta semana que uma grande manifestação acnteceu mobilizando milhares de japoneses  contra o uso de energia nuclerar. Contudo é importante ressaltar que  a maior parte da energia do Japão é proveniente das usinas nucleares, e que a paralisação das usinas nucleares causaria grandes transtornos para a população japonesa.
     Um dia antes desta mobilização, o primeiro-ministro Naoto Kan pediu a paralisação da usina nuclear de Hamaoka, devido a riscos de terremoto na região. Mesmo com essas medidas do primeiro-ministro e das manifestações populares, as autoridades japonesas na área nuclear declararam que continuam comprometidas com a energia nuclear, no entanto, o governo avalia a possibilidade de até 2030, diminuir a dependência da energia nuclear.

Fonte: http://g1.globo.com/tsunami-no-pacifico/noticia/2011/05/toquio-tem-manifestacao-contra-energia-nuclear.html
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,japao-segue-comprometido-com-energia-nuclear,716491,0.htm

terça-feira, 3 de maio de 2011

Aborto na Índia, uma questão de cultura.


Por
Juliane Barbosa da Silva

A prática de aborto quando o feto é menina, na Índia, é bastante comum, pois na cultura indiana é bem mais vantajoso, a vinda de um herdeiro homem, pois este perpetua a linhagem da família, herdam os bens, além de  proteger e cuidar dos pais quando estes estão mais velhos em contra partida as mulheres são criadas para serem entregue a outra família após o casamento além de existir a necessidade da entrega do dote para o futuro marido. Apesar de todas essas possíveis justificativas o Primeiro Ministro da Índia declarou como vergonha nacional essa prática.
Realmente é uma atitude que deve ser revista pelo governo indiano, pois além de ofender um dos principais pilares dos direitos humanos, afetam diretamente os direitos das mulheres, além de desencadear problemas demográficos futuros.
O que nos resta é a pergunta: até onde a cultural é mais importante do que a vida de um ser humano?



Fontes:

domingo, 1 de maio de 2011

Cooperação Nippo-americana

Por Mauricio Peixoto

      Os esforços para a reconstrução do Japão continuam. A secratária de Estado norte-americano, Hillary Clinton está em visita oficial ao Japão, onde se encontrou com o ministro dos negócios estrangeiros japonês, Matsumoto Takeaki. Hillary afirmou que com esta visita pretende demonstrar os fortes laços de amizade entre os dois países e destacou a admiração e resistência de espírito demonstrado pelos japoneses durante este período difícil.

Hillary Clinton e Matsumoto Takeaki
                                  
     A cooperação dos EUA é, a principio, restaurar a confiança internacional dos produtos japoneses, que sofreram baixas nas exportações devido a crise nuclear no país, através de uma iniciativa público-privada. Matsumoto declarou em uma coletiva de imprensa que "no que diz respeito à iniciativa de parceria público-privada, decidimos focar o reforço da confiança internacional na economia japonesa, evitando boatos prejudiciais à disseminação e de dissipar as preocupações sobre o papel do Japão como uma cadeia de abastecimento. "
      O minstro japonês apontou que as formas de reforçar a cooperação bilateral contra desastres tendem a se tornar um tema importante nas negociações de segurança previstas no aprofundamento da aliança Japão-EUA. E expressou gratidão pela ajuda norte-americana para minimizar os efeitos da catástrofe.
      A conversa entre os dois também abordaram outros assuntos como o impasse sobre energia nuclear com a Coréia do Norte, as revoltas no Oriente Médio, sobre o Afeganistão e sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU.


Fonte:
Mainichi Daily News: http://mdn.mainichi.jp/mdnnews/national/news/20110501p2g00m0dm007000c.html
Jornal de notícias: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1832600

Australianos Param para Assistir Casamento Real Britânico

Por Nathália Lopes

Um telão em Sydney transmitiu o casamento do Príncipe William e Kate Middleton ao vivo, como se fosse um grande evento esportivo, com "convidados" nativos saudados por uma sósia da Rainha Elizabeth e acomodados em cadeiras especiais para a ocasião. Tiaras de plástico e vestidos de casamento foram espanados, cartolas e fraques passados a ferro, e gim, tônica, champanhe e outras bebidas serviram para os australianos brindarem o casamento real nas festas que aconteceram em todo o país nesta sexta-feira (29/4).
Clubes australianos, como as ex-militares Ligas de Serviços de Retorno, tradicionalmente um ninho de monarquistas, disseram esperar que o evento de casamento seja o mais movimentado do ano. "A febre do Casamento Real está dominando os clubes", disse Anthony Ball, chefe do ClubsNSW. "A maioria dos clubes transmitiu ao vivo e encorajou os membros a se vestirem para a ocasião."
Em uma das casas noturnas mais populares de Sydney, a Ivy ballroom, a Câmara de Comércio Britânico-Australiana organizou um coquetel de casamento de alto nível a 218 dólares por pessoa.
Gays e lésbicas da cidade fizeram uma festa de casamento homossexual, na qual os convidados desfrutaram fatias de um bolo gigantesco e ganharam uma bolsa de casamento de brinde que incluía um livreto sobre casamentos de pessoas do mesmo sexo.
"Neste dia feliz no qual os australianos comemoram o casamento real, muitos australianos compartilham a aspiração de um dia se casarem com seu próprio 'príncipe' ou sua própria 'princesa', incluindo muitos gays e muitas lésbicas australianos", disse Alex Greenwich, chefe da Igualdade de Casamento na Austrália.
Em lares suburbanos, "princesas australianas" trajando tiaras de plástico e vestidos de casamento deram festas enquanto assistiam os preparativos do casamento.
O hotel Royal Mail de Melbourne ofereceu pudim Yorkshire e gim e tônica a seus "convidados de casamento", e o The Royal Bar de Sydney servia canecas do "Casamento Real" de Pimms, bebida famosa entre os britânicos.
Pizzarias escalaram mão de obra e entregadores extra para dar conta do aumento de vendas na noite de sexta-feira. Uma delas vendeu 200 mil pizzas, 40 mil a mais do que em uma sexta-feira comum.


Fonte: Folha.com
(Reportagem de Michael Perry)

Ministra Julia Gillard Visita CHINA

Por Nathália Lopes

A primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, esteve na China, oficialmente, pela primeira vez entre os dias 25 e 28 de abril.
Quando foi anunciada a data de sua visita, começaram a aparecer rumores com duvidas se a Ministra mencionaria publicamente a preocupação australiana com a situação dos direitos humanos na China.
Segundo Sophie Richardson, diretora para a Ásia da HRW, Pequim aposta que a primeira-ministra guardará silêncio durante sua visita em troca da promessa de melhora das relações comerciais entre ambos os países.
Segundo a HRW, desde o dia 16 de fevereiro, pelo menos 39 advogados, ativistas civis e blogueiros foram detidos, pelo menos outros 18 desapareceram e de 100 a 200 pessoas sofreram repressão, desde advertências policiais a impedimento de sair de casa. Além disso, o governo chines aumentou a censura e impôs novas restrições à imprensa estrangeira. Julia expressou anteriormente a sua visita a preocupação de seu governo com a espiral de repressão na China, que além desses vários motivos levou nas últimas semanas à detenção e desaparecimento de dúzias de advogados, defensores de direitos humanos e internautas. A Ministra havia conversado sobre isso com Jia Qinglin, o máximo conselheiro do regime chinês, que visitou Canberra no dia 7 de abril, e a quem mencionou especificamente o caso do desaparecido artista do Ai Weiwei.
Apesar dos rumores de que a Ministra não tocaria no assunto, Julia Gillard, questionou publicamente na terça-feira (26/4), segundo dia de sua visita, sua preocupação com os Direitos Humanos. Em conversa com o Primeiro Ministro chinês, Wen Jiabao, Julia contesta o retrocesso da segunda potência econômica em matéria de direitos humanos, algo que o "premier" chinês, supostamente defensor da liberdade de expressão, negou com veemência.

"Não permitiremos que nenhum país interfira nos assuntos internos da China sob o pretexto dos Direitos Humanos", afirmou o porta voz do governo chinês.

O tema dos Direitos Humanos gerou varias tensões durante a visita, porém não atrapalhou, pois o Primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse que a China valoriza muito suas relações com a Austrália e considera o país "um importante parceiro na cooperação mutuamente benéfica". Ele disse acreditar que a visita de Gillard promoverá ainda mais a cooperação entre os dois países.
A premiê australiana ao fim de sua visita disse que seu país está agradecido pela ajuda chinesa oportuna depois das inundações ocorridas no estado de Queensland no ano passado.
A visita do Governo australiano a China terminou com grande êxito e promoveu um possível aumento da cooperação entre os dois países. Nenhum acordo foi fechado, porém os laços diplomáticos se estreitaram e prometem grandes parcerias.

À direita , Primeira Ministra Australiana, Julia Gillard. À esquerda Primeiro Ministro Chinês, Wen Jiabao.


Badar

Por,
Camila Moreira Fernandes
Poderíamos chamar os dias que virão não de Badar, como assim intitulou o Taleban, mas de primavera sangrenta.  Badar é o nome de uma vitória muçulmana do século VII e que agora batiza a ofensiva contra as tropas estrangeiras, as forças de segurança nacional e aos funcionários do governo.   
O relatório semestral sobre a guerra no Afeganistão publicado pelo Pentágono nesse sábado diz que a coalizão progrediu significativamente no país pressionando o Taleban, impedindo seu avanço em províncias importantes e aumentando a segurança em algumas regiões. Provavelmente o relatório não incluiu os últimos acontecimentos, caso contrário esse otimismo seria contido. O relatório também contemplou o crescimento da violência no país devido o crescimento das tropas estrangeiras e não descartou sua diminuição.  
Segunda-feira, 25 de Abril, 468 detidos em uma cadeia de Kandahar fugiram através de um túnel de 320 metros, cavado por insurgentes durante cinco meses e que curiosamente não foi percebido por nenhum oficial. As investigações acontecem de forma cautelosa devido a um revestimento de explosivos deixados pelo Taleban após a fuga. Esse acontecimento é um retrocesso do trabalho das forças estrangeiras no país, uma amostra da fragilidade da segurança afegã e de um trabalho deficitário por parte das tropas da OTAN. No dia seguinte a Interpol criticou os países que fazem parte das forças internacionais da OTAN. Ronald Noble, chefe da Agência Internacional de Polícia disse que “sem informações concretas de identificação (dos foragidos), como fotografias, impressões digitais, amostras de DNA, para os policiais investigando o caso, os esforços são prejudicados de forma significativa. É simplesmente chocante que, três anos depois da maior fuga de prisão na história do Afeganistão, incluindo a fuga de terroristas condenados, não há dados para compartilhar com a polícia regionalmente ou globalmente”. Terça-feira, 26 de Abril, a OTAN afirma que Abu Hafs al-Najdi, chefe de operações da Al Qaeda em Kunar e o segundo líder do Taleban mais procurado no Afeganistão, foi morto no dia 13 de Abril durante um bombardeio. Na quarta-feira, dia 27 de Abril, ocorreu um tiroteio no Aeroporto de Cabul entre um piloto da Força Aérea do Afeganistão e seus colegas estrangeiros, deixando seis mortos e alguns feridos.  Dia 28 de Abril o General John Allen  foi nomeado para substituir o então chefe da coalizão David Petraeus. Sua principal função será transferir gradualmente a segurança para as forças afegãs, retirar cem mil soldados americanos até 2014 e enfraquecer o Taleban.  
Uma excelente semana a todos.

Fonte:
Routers
G1
Estadão