domingo, 17 de abril de 2011

Desconforto Político entre Austrália e Timor Leste

              O Timor Leste é um país localizado na Ásia e conseguiu sua independência recentemente no ano de 1999. Longos períodos de luta para garantir sua liberdade e seu destino como nação marcaram sua historia, centenas de anos como colônia portuguesa e vinte e quatro anos de forte intervenção estrangeira (mais especificamente da Indonésia) traduzem as dificuldades enfrentadas pelo país.
                A Indonésia começou a intervir no futuro político de Timor-Leste logo nos primeiros dias após a Revolução dos Cravos, que teve lugar em Portugal, em Abril de 1974, no início do processo de descolonização.  As Forças Armadas da Indonésia impuseram soluções militares aos problemas políticos emergentes, o que resultou em consequências desastrosas para o povo de Timor-Leste, consequências graves e de longa duração. A escalada de violência teve um efeito multiplicador e foi levada até às aldeias mais pequenas de todo o território. O medo e a desconfiança foram semeados nas comunidades à medida que timorenses eram virados contra timorenses, particularmente em resultado das operações de informação e de vigilância.
                A impunidade dos perpetradores e a ausência de qualquer tipo de sistema eficaz que respeitasse o Estado de direito, resultou em um povo que não confiava na polícia ou nos mecanismos da administração civil para sua proteção. O desrespeito aos Direitos Humanos era claro.
                Em 2006, o envio de ajuda policial e militar foi solicitado pelas autoridades timorenses, depois de um forte agravamento da crise. Um relatório assinado pelo secretário-geral da ONU recomendou que a força multinacional que viesse a ser estacionada em Timor-Leste, para um total de quase 2.000 efetivos, deveria ter uma composição de 350 militares e 1.600 polícias.  A Austrália tomou a frente no processo de intervenção no Timor Leste juntamente com as Nações Unidas.
                O Conselho de Segurança das Nações Unidas, em consonância com as autoridades timorenses acordou que a Missão  UNMIT das Nações Unidas e todas as tropas estrangeiras presentes no Timor seriam retiradas até o final de 2012, após a realização das eleições.
            O atual problema é que o governo australiano através de um relatório feito pelo Australian Strategic Policy Institute (ASPI) defende a continuação dos militares australianos em Timor-Leste até 2020, o que criou desconforto nos meios políticos timorenses.
                O ministro da Defesa da Austrália, Stephen Smith, afirmou em visita oficial ao Presidente Timorense José Ramos-Horta (15/04/11)  que o período pós-eleitoral em Timor-Leste é que vai permitir avaliar se as medidas de segurança e estabilização foram bem sucedidas. O ministro australiano afirmou existir no país potencial para uma transição de responsabilidades para as autoridades timorenses, após as eleições, porém esta transição não deverá ser feita de maneira imediata, para evitar uma nova crise.
                Para o presidente, José Ramos-Horta, a situação no Timor Leste é “positiva”, admitiu que há aspetos a melhorar, especialmente nas áreas de forças policiais e militares. Mas, segundo ele, esses esforços devem partir do Estado.

                “Acredito que, no decorrer deste ano, vamos consolidar ainda mais a reforma das instituições de defesa e segurança, modernizá-las e profissionalizá-las...Hoje são menos de 500 homens e mulheres na Força de Estabilização Internacional, e apenas duas companhias são operacionais. As outras são de serviços de apoio e isso mostra que a situação é de calmaria no Timor Leste”, afirmou o presidente.

                E sobe esses argumentos afirma que o prazo máximo para as tropas australianas permanecerem no país deverá ser 2012.




Que tal um sushi?

Por Mauricio Peixoto

O acidente nuclear na usina de Fukushima foi considerado nesta semana de nível 7, o máximo, comparando ao grande acidente de Chernobyl. Mas as autoridades japonesas afirmam que agora o crise já está em uma escala menor, e que esta classificação foi dada devido a situação vista no inicio da tragédia, logo depois do tsunami. Mas o caso não está de todo resolvido, a radiação lançada no meio ambiente continua a preocupar não só o governo local mas como também a outros países, como o Brasil, onde a Anvisa e o Ministério da Agricultura,  Pecuária e Abastecimento (MAPA), elaboraram novas normas para importação de alimentos do Japão. Uma das regras é que para entrar no Brasil, os alimentos deverão contar com uma declaração da autoridade sanitária japonesa relatando que os níveis de elementos radioativos como o césio e o iodo-131 estão abaixo dos limites definidos pelo Codex Alimentarius (fórum internacional que define normas sobre alimentos). Além do documento, a Anvisa também vai solicitar novas medições - realizadas em solo nacional - para produtos com origem em 12 prefeituras japonesas.
Essas medidas tomadas pelo governo brasileiro não agradou ao chanceler japonês, que em visita oficial do ministro das relações exteriores brasileiro, Antônio Patriota, ao Japão, pediu que o Brasil limite as medidas de controle sobre as importações de alimentos japoneses. O ministro japonês das Relações Exteriores, Takeaki Matsumoto, afirmou que seu país não exporta nenhum produto comestível contaminado pela radiação proveniente de Fukushima, acidentada depois do terremoto em 11 de março.
Patriota, que realiza uma visita oficial ao Japão, afirmou que o Brasil considerará a possibilidade de mudar ou abandonar essas medidas excepcionais.


O Brasil é um grande consumidor de produtos japoneses devido à imigração japonesa de há mais de cem anos. Atualmente a comunidade japonesa no Brasil conta com um milhão e meio de pessoas, e é a maior do mundo fora do Japão.


domingo, 10 de abril de 2011

Passos lentos

Por Camila Moreira Fernandes

O Wall Street Journal publicou recentemente uma matéria mostrando a situação dos insurgentes no Afeganistão. Segundo o jornal a Al-Qaeda tem reconquistado forças no leste do país desde a retirada progressiva das tropas norte-americanas da região, deixando os americanos decepcionados. Toda a afirmação possui base de informações cedidas por fontes americanas, afegãs e do Talibã.
Uma semana conturbada para o povo afegão. Durante essa semana a OTAN liderou uma ofensiva na cidade de Kunar (território recentemente conquistado pelo Talebã), matando 130 insurgentes e deixando 20 feridos mais 40 presos. Na noite de terça-feira os rebeldes realizaram um ataque na cidade de Jalalabad contra uma base da OTAN, conseqüentemente a OTAN reagiu atirando e contra-atacando de helicóptero. Na quarta-feira, dia 6 de Abril, 2000 pessoas protestaram, pelo 6 dia consecutivo na cidade Qalat, a queima do Alcorão pelo pastor norte-americano. Já em Kandahar os talebãs atacaram um complexo policial (dia 7 de Abril), matando 6 membros das forças de segurança afegãs. E pra fechar a semana sangrenta um homem-bomba realizou um ataque nas redondezas de Cabul à um ônibus do exército do Afeganistão, ferindo civis e militares.

Uma ótima semana a todos.

Fonte:

The Wall Street Journal 

Economia Indiana é afetada pela falta de saneamento básico





 Por
Juliane Barbosa da Silva
 
A falta de saneamento básico em várias regiões urbanas e rurais da Índia tem trazido serio prejuízos para o país, especialista do Banco Mundial afirma que as mortes e os tratamentos de doenças como diarréia, malaria, tracoma e outros tem custado aos cofres Indianos cerca de 64,99 bilhões de reais, mais 18,6 milhões de reais são gastos com “tempo de acesso”, procura das pessoas por banheiros compartilhados, e 438, 86 milhões de reais estão sendo perdido pelo turismo, pois os turistas estão com receio de adquirir problemas de saúde.
            O descaso que tem sido dado pelas autoridades indianas para essa realidade tem causado ímpetos significantes na economia, pois os motivos que levam as perdas desses valores podem ser resolvidos com investimentos e parcerias com entes interestatais, trazendo um impacto bem menor em valores financeiros além de uma grande recuperação econômica na área de saneamento básico.

Fontes:

domingo, 3 de abril de 2011

Índia contra a proliferação nuclear no Irã

Por
Juliane Barbosa da Silva

            “A Índia, neste fim de semana, anunciou a proibição de comércio de bens e serviços com o Irã que possa ajudar esse país a desenvolver armas atômicas, tal medida advém de uma nova política comercial exterior, em conformidade com a resolução de Conselho de Segurança que impôs sanção ao Irã por controverso programa nuclear”.
            Diante de seu crescimento econômico, no cenário internacional, a Índia vem adotando posicionamentos relevantes na construção de uma nova ideologia de balança de poder, ao cumprir o determinado pelo CSNU expôs expressamente de que lado dessa balança ela prefere permanecer, pois ser bem vista “aos olhos do mundo” pode vir a ser a porta de entrada para conseguir vários privilégios e um reconhecimento ainda maior para suas futuras pretensões em âmbito internacional.


Fontes:

Prostestos violentos no Afeganistão

Por Camila Moreira Fernandes
No último fim de semana um pastor de uma pequena igreja do interior da Califórnia queimou um exemplar do Alcorão durante um pequeno culto (com 50 pessoas), desencadeando uma onda de protestos em todo o Afeganistão. Ele queimou como uma iniciativa de “dar ao mundo muçulmano uma oportunidade de defesa de seu livro”. Segundo o dicionário, culto significa: cuidado, esmerado, polido, CIVILIZADO, ilustrado, veneração, RESPEITO. E a respeito de julgamento a Bíblia diz em poucas palavras: “Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados...” Que culto é esse que desperta o ódio em detrimento da paz? Mas a liberdade de expressão, mesmo sendo de forma descriminativa, é bem quista no American Way of Life. Os protestos se alastraram em quase todo território afegão. Na sexta-feira, primeiro dia dos protestos, manifestantes invadiram a unidade da ONU em Mazar-i-Sharif, queimando parte das instalações e deixando 12 mortos, dentre eles 7 eram funcionarios das Nações Unidas. Hoje, prosseguiram rumo a mais um escritório da ONU em Kandahar, ferindo 14 pessoas. A ONU disse que retirará alguns funcionários mas que permanecerá no país. Autoridades afegãs afirmaram que a violência nos protestos se deram a infiltrações de insurgentes entre os manifestantes, mas o talebã afirma que a violência foi gerada pela “emoção espontânea). Já em Cabul, Herat, Jalalabad e na provícia de Tahar os protestos foram pacíficos.

O presidente afegão, Hamid Karzai, pediu, durante uma reunião com o embaixador americano Karl Eikenberry e com o general David Petraeus, pediu que o Congresso condenasse a queima do Alcorão. E durante a reunião o embaixador leu a condenação feita pelo presidente americano, Barack Obama ao ato da queima do Alcorão.
A todos uma ótima semana.

Fonte:

Segurança nuclear mundial

Por Mauricio Peixoto

     Após os desastres naturais ocorridos no início de março no Japão, o país continua a sofrer com o acidente nuclear na usina de Fukushima, que é considerado o mais grave desde Chernobyl. Agora, os técnicos da usina tentam freiar os danos causados pelo vazamento de água radiotiva para o mar, com o nível de iodo 10 mil vezes maior do que o classificado como não prejudicial saúde.
     Com essa tragédia vivida pelo Japão, outros países tem levantado projetos para rever programas nucleares, como foi o caso da Alemanha e Suiça. A chanceler alemã, Angela Merkel, determinou o fechamento temporário de sete das mais antigas usinas e prometeu acelerar a mudança para a energia renovável. Essa atitude fez com que a população protestasse contra Merkel, já que em sua campanha, defendeu o crescimento das usinas nucleares.

   
     O secretário-geral da ONU também se pronunciou medeiante esses fatos, Ban Ki-moon declarou que é preciso reexaminar o padrão de resposta internacional para emergência e o regime de segurança nuclear. Já o Brasil não irá parar com seus projetos nucleares, que prevêem de quatro a oito novas usinas até 2030. Pois, segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, uma crise nuclear similar a que vive o Japão não atingirá o Brasil já que o histórico de acidentes naturais no país oriental é diferente do brasileiro. Mercadante afirmou que o programa nuclear brasileiro tem uma “linha de defesa mais rigorosa”. “São dois modelos de reatores distintos. O nosso reator é um pouco mais moderno. As paredes são mais robustas do que reator japonês e a nossa usina é capaz de aguentar tsunamis de até sete metros de altura e eventuais terremotos de 6,5 graus na escala Richter”.
     O mais importante é que o Japão contenha e se recupere o mais rápido dessa terrível crise nuclear, e que nenhum outro país ou região sofra com essa ameaça.



Fontes:
http://www.correiodoestado.com.br/noticias/japao-divulgada-imagem-que-mostra-vazamento-em-usina-nuclear_105623/
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/03/25/e-hora-de-repensar-regime-de-seguranca-nuclear-mundial-diz-onu.jhtm
 http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/mercadante+descarta+possibilidade+de+crise+nuclear+no+brasil/n1238170504583.html