domingo, 3 de abril de 2011

Índia contra a proliferação nuclear no Irã

Por
Juliane Barbosa da Silva

            “A Índia, neste fim de semana, anunciou a proibição de comércio de bens e serviços com o Irã que possa ajudar esse país a desenvolver armas atômicas, tal medida advém de uma nova política comercial exterior, em conformidade com a resolução de Conselho de Segurança que impôs sanção ao Irã por controverso programa nuclear”.
            Diante de seu crescimento econômico, no cenário internacional, a Índia vem adotando posicionamentos relevantes na construção de uma nova ideologia de balança de poder, ao cumprir o determinado pelo CSNU expôs expressamente de que lado dessa balança ela prefere permanecer, pois ser bem vista “aos olhos do mundo” pode vir a ser a porta de entrada para conseguir vários privilégios e um reconhecimento ainda maior para suas futuras pretensões em âmbito internacional.


Fontes:

Prostestos violentos no Afeganistão

Por Camila Moreira Fernandes
No último fim de semana um pastor de uma pequena igreja do interior da Califórnia queimou um exemplar do Alcorão durante um pequeno culto (com 50 pessoas), desencadeando uma onda de protestos em todo o Afeganistão. Ele queimou como uma iniciativa de “dar ao mundo muçulmano uma oportunidade de defesa de seu livro”. Segundo o dicionário, culto significa: cuidado, esmerado, polido, CIVILIZADO, ilustrado, veneração, RESPEITO. E a respeito de julgamento a Bíblia diz em poucas palavras: “Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados...” Que culto é esse que desperta o ódio em detrimento da paz? Mas a liberdade de expressão, mesmo sendo de forma descriminativa, é bem quista no American Way of Life. Os protestos se alastraram em quase todo território afegão. Na sexta-feira, primeiro dia dos protestos, manifestantes invadiram a unidade da ONU em Mazar-i-Sharif, queimando parte das instalações e deixando 12 mortos, dentre eles 7 eram funcionarios das Nações Unidas. Hoje, prosseguiram rumo a mais um escritório da ONU em Kandahar, ferindo 14 pessoas. A ONU disse que retirará alguns funcionários mas que permanecerá no país. Autoridades afegãs afirmaram que a violência nos protestos se deram a infiltrações de insurgentes entre os manifestantes, mas o talebã afirma que a violência foi gerada pela “emoção espontânea). Já em Cabul, Herat, Jalalabad e na provícia de Tahar os protestos foram pacíficos.

O presidente afegão, Hamid Karzai, pediu, durante uma reunião com o embaixador americano Karl Eikenberry e com o general David Petraeus, pediu que o Congresso condenasse a queima do Alcorão. E durante a reunião o embaixador leu a condenação feita pelo presidente americano, Barack Obama ao ato da queima do Alcorão.
A todos uma ótima semana.

Fonte:

Segurança nuclear mundial

Por Mauricio Peixoto

     Após os desastres naturais ocorridos no início de março no Japão, o país continua a sofrer com o acidente nuclear na usina de Fukushima, que é considerado o mais grave desde Chernobyl. Agora, os técnicos da usina tentam freiar os danos causados pelo vazamento de água radiotiva para o mar, com o nível de iodo 10 mil vezes maior do que o classificado como não prejudicial saúde.
     Com essa tragédia vivida pelo Japão, outros países tem levantado projetos para rever programas nucleares, como foi o caso da Alemanha e Suiça. A chanceler alemã, Angela Merkel, determinou o fechamento temporário de sete das mais antigas usinas e prometeu acelerar a mudança para a energia renovável. Essa atitude fez com que a população protestasse contra Merkel, já que em sua campanha, defendeu o crescimento das usinas nucleares.

   
     O secretário-geral da ONU também se pronunciou medeiante esses fatos, Ban Ki-moon declarou que é preciso reexaminar o padrão de resposta internacional para emergência e o regime de segurança nuclear. Já o Brasil não irá parar com seus projetos nucleares, que prevêem de quatro a oito novas usinas até 2030. Pois, segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, uma crise nuclear similar a que vive o Japão não atingirá o Brasil já que o histórico de acidentes naturais no país oriental é diferente do brasileiro. Mercadante afirmou que o programa nuclear brasileiro tem uma “linha de defesa mais rigorosa”. “São dois modelos de reatores distintos. O nosso reator é um pouco mais moderno. As paredes são mais robustas do que reator japonês e a nossa usina é capaz de aguentar tsunamis de até sete metros de altura e eventuais terremotos de 6,5 graus na escala Richter”.
     O mais importante é que o Japão contenha e se recupere o mais rápido dessa terrível crise nuclear, e que nenhum outro país ou região sofra com essa ameaça.



Fontes:
http://www.correiodoestado.com.br/noticias/japao-divulgada-imagem-que-mostra-vazamento-em-usina-nuclear_105623/
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/03/25/e-hora-de-repensar-regime-de-seguranca-nuclear-mundial-diz-onu.jhtm
 http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/mercadante+descarta+possibilidade+de+crise+nuclear+no+brasil/n1238170504583.html

domingo, 27 de março de 2011

Boas ou más noticias?

Lado A

Boas ou más noticias?

Ainda não se sabe se a retirada das tropas da OTAN do Afeganistão é um indício de vitória ou de uma guerra sem perspectiva de resultado. Essa semana o presidente Hamid Karzai anunciou sete regiões do Afeganistão que deixarão de serem controladas pela OTAN. As regiões foram escolhidas durante uma análise das forças de segurança Afegã com a OTAN. As cidades são consideradas relativamente calmas, são elas: Cabul, Panjshir, Bamiyan, Herat, Mazar-e Sharif, Mehterlam e Lashkar Gah. 
A transição não será algo instantâneo, ela começará em Julho desse ano e será encerrada em 2014. De fato a responsabilidade de segurança será transferida para a polícia local, mas durante esses anos que seguirão a OTAN deixará o combate militar para intensificar o treinamento dos oficiais afegãos. 
Em todos os seus pronunciamentos, o presidente afegão, declara a insatisfação do povo com relação a ocupação estrangeira, mas o pronunciamento do dia 21 teve um tom cordial quando ele disse que “os que nos ajudaram nos últimos dez anos não podem suportar mais sacrifícios por nossa segurança".
Em uma matéria publicada pela revista Foreign Affairs de Janeiro/Fevereiro de 2010, Robert D. Blackwill correlaciona a falta de sucesso da ocupação militar americana devido a corrupção do governo local. Segundo David Kilcullen o Afeganistão só perde para a Somália na falta de transparência.
Se é uma vitória ou o início de um retrocesso, só saberemos quando a OTAN deixar por completo o território.

Exército afegão em Cabul

Essa semana o jornal alemão publicou fotos tiradas onde soldados americanos posavam ao lado de corpos de civis afegãos. E segundo o jornal os dois soldados teriam matado os civis por “pura diversão”. O exército americano já se desculpou pelas repugnantes fotos e prometeu investigar o caso.
Na noite de sexta-feira sete civis foram mortos durante um ataque aéreo da OTAN no distrito de Now Zad. Os alvos eram dois veículos com rebeldes talibãs. Sete corpos foram encontrados, dentre eles nenhum era de rebeldes. Essas constantes mortes tem gerado atrito entre o governo local e os Estados Unidos, além de criar na população um repudio pelos soldados.  
Ontem, 26 de março, o Talebã afirmou ter seqüestrado 50 policiais afegãos. O sequestro faz parte de um movimento que assassina e intimida qualquer aliado do governo norte-americano. Ainda ontem um soldado da OTAN foi morto pelos insurgentes em uma enroscada preparada durante uma viagem ao Kunar.

Que a paz estejam com vocês.

Boa semana a todos.

Fonte:

Índia pede Paz!

Por
Juliane Barbosa da Silva

 O Ministro das Relações Exteriores da Índia S.M.Krishan fez declaração pública de apelo contra os bombardeios realizados na Líbia, ele afirma que “os ataques podem atingir: civis inocentes, cidadãos estrangeiros e missões diplomáticas e pede que às partes que renunciem a violência ou ao uso da força para resolver suas diferenças. Acho que a necessidade agora é fazer com que parem os conflitos armados”.
A Resolução 1973 do CSNU que trata da situação da Líbia foi aprovada, porém a Índia, como membro não permanente, preferiu votar pela abstenção.
 Após essas declarações e o voto de abstenção, observamos um posicionamento de uma Índia que vem buscando a solução pacífica dos conflitos internacionais, não podemos afirmar sua posição a favor de Kadhafi, entretanto sua tendência é preferir manter certa distância em problemas que envolvam soberania Estatal e sua abstenção pode ser entendia como medida de precaução em um futuro cenário internacional desconhecido.
Independentemente de quais são as intenções que envolvam essas atitudes, a Índia clama pela Paz na Líbia.

Fontes:
Veja o texto da Resolução 1973 do CSNU:

Efeitos na economia

Por Mauricio Peixoto

O desastre que acometeu o Japão no começo do mês e descrito anteriormente neste blog, causou prejuízos de no mínimo R$ 300 bilhões (US$ 180 bilhões). Muitas fábricas localizadas no norte do páis foram atingidas e obrigadas a fecharem as portas, como foi o caso da gigante Sony e de montadoras de carros. Miyagi, a área mais afetada pelo sismo, é responsável por 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, de acordo com a Macquarie Research.O terremoto aconteceu no momento em que a terceira maior economia do mundo mostrava sinais de retomada após uma contração no último trimestre de 2010. O desastre eleva as previsões de que haverá interrupções em negócios essenciais, pelo menos no curto prazo.
O governo já tomou providências para amenizar o impacto do desastre no mercado financeiro, usando reserva de euros dos recursos de emergência para aumentar a liquidez nas bolsas de valores, que em um primeiro momento mostravam-se em constante queda, contudo, os trabalhos no Japão para evitar uma tragédia nuclear minimizaram os temores do mercado, permitindo aos investidores concentrar as atenções nas oportunidades geradas pela expectativa de reconstrução do país. Porém, devido a essa ameaça nuclear que envolve o país do Sol Nascente, fez com que governos de outros países como EUA, Rússia, China, Taiwan, Coréia do Sul, Austrália e França, proíbissem a importação de alimentos da área de Fukushima.
Já as relações com o Brasil podem melhorar, de acordo com o professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Maurício Santoro o longo período de estagnação da economia japonesa fez com que muitas grandes empresas, principalmente as montadoras de veículos, transferissem a base de produção para o Brasil. E agora, como o frágil ciclo econômico não está pronto para suportar uma interrupção significativa após o desastre natural, esse fenômeno de transferências para o Brasil deve ser ampliado.

 Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/veja+as+principais+noticias+sobre+o+tremor+e+o+tsunami+no+japao/n1238152162789.html
http://g1.globo.com/tsunami-no-pacifico/

domingo, 20 de março de 2011

Índia inicia 2011 ultrapassando o Brasil

Por
 Juliane Barbosa da Silva

A República da Índia é um país da Ásia Meridional, é o sétimo maior país em área geográfica, o segundo mais populoso e possuí a democracia mais populosa do mundo, sua economia durante as últimas décadas tem tido uma taxa de crescimento anual do PIB (Produto Interno Bruto) ao redor de 5,8% convertendo-se em uma das economias de mais rápido crescimento no mundo. Esse desenvolvimento vem trilhando caminhos bastante satisfatórios e ultrapassando o Brasil no ranking de vendas automotivas.

“Índia passa Brasil no ranking de produção de veículos: A Índia, que fechou o ano passado em sétimo lugar no ranking de vendas, deu um salto neste início de 2011 e desbancou o Brasil da quarta posição conquistada no ano passado, conforme a Jato Dynamics do Brasil. A Índia teve um crescimento de 23,8% em janeiro, enquanto o Brasil com um crescimento menor, 14,1% ficou em quinto lugar no ranking”
País
          Vendas Jan/11
           Crescimento (*)
Rússia
127.564
72,10%
Índia
258.445
23,80%
Alemanha
226.600
17,50%
EUA
819.138
17,20%
China
1.482.131
16,80%
Brasil 
229.843
14,10%
França
219.082
8,20%
Inglaterra
145.965
-7,00%
Japão
304.038
-16,60%
Itália
179.437
-19,60%
(*) Em relação a janeiro de 2010













Fontes: http://www.webmotors.com.br/
             http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndia