segunda-feira, 16 de maio de 2011

Anistia Internacional Critica Tratamento Dado a Refugiados na Austrália



 




  
 A porta-voz da Anistia Internacional na Austrália, Claire Mallinson, ressaltou que a política para pessoas em busca de asilo, em sua maioria vindas do Sri Lanka, Irã e Afeganistão ocorrem por meio de contrabando de pessoas em viagens perigosas de barco, uma falha nas avaliações legais, humanas e econômicas.

Uma das entidades mais respeitados em todo o mundo, a Anistia Internacional, organização não-governamental, que acompanha a situação dos direitos humanos em todo o mundo anunciou em seu relatório anual que a política para refugiados da Austrália e o tratamento dos nativos precisa de melhorias.


"As pessoas têm direito legal de buscar asilo e a quantidade que chega à Austrália é incrivelmente baixa, não existindo assim, razões para tantas falhas. No ano passado, os que vieram de barco foram o mesmo número que chegaram à Itália na semana passada", afirmou a porta-voz.

          O plano australiano de enviar 800 refugiados refugiados à Malásia foi altamente criticado.  Mallinson alegou que o país asiático não tinha bom histórico de direitos humanos e por isso seria absurdo mandar nesse momento tantas pessoas para lá.
       Ela também afirmou que existe um retrocesso no tratamento dado pela Australia a refugiados e aboriginas e aponta que é escandalosa a taxa de aborígines presos, em comparação com os que não são aborígines, sendo 14 vezes maior. 

Melbourne será sede do GP da Austrália por mais 4 anos

Sede do GP da Austrália desde 1996, Melbourne continuará abrigando a etapa oceânica da F1 pelo menos até 2015. É o que garante Louise Asher, Ministra do Turismo e de Grandes Eventos do Estado de Victoria.

Há tempos, o futuro do GP da Austrália vinha sendo colocado em xeque pelos políticos locais, que se queixam principalmente da escalada dos custos de realização da corrida, que incide diretamente no bolso dos contribuintes do Estado de Victoria. Até mesmo o organizador da prova, Ron Walker, declarou que via com bons olhos uma possível mudança para Avalon. Tudo isso provocou rumores na imprensa australiana, que apontavam uma mudança da prova da F1 para Avalon, porém nessa quarta-feira (11/05/11) a Ministra Louise Asher  descartou a operação, mas declarou que para a corrida seguir em Melbourne, vai endurecer o jogo com Bernie Ecclestone para negociar melhores bases visando um novo contrato.
A Ministra Asher veio a público para confirmar que Melbourne permanece como sede da F1 na Austrália, já que Avalon não teria como arcar com os custos de £ 200 milhões (R$ 527 mi) para a realização da prova. Além disso, a Ministra disse que o evento tem sido benéfico para a cidade. “O GP vai ficar em Albert Park. Uma das razões para a marca Melbourne ter sido bem sucedida é que o GP está em Albert Park”, salientou.
A Ministra avisou que Ecclestone não terá vida fácil se quiser aumentar os custos para aportar a F1 novamente em Melbourne depois de 2015. “Quando nós viermos negociar, vamos jogar duro. Acho que os contribuintes podem conseguir um melhor acordo se o contrato for menos [benéfico] para meu bom amigo Ecclestone e mais para os contribuintes de Victoria”, complementou.
Bernie confirmou que a F1 pode deixar Melbourne após o término do contrato da cidade com a FOM, previsto para 2015. “No caso de Melbourne, se o produto é tão caro para eles, nós entendemos isso, e quando o contrato chegar ao fim, não haverá necessidade de renová-lo. Nós não iríamos forçar alguém a comprar algo que eles não querem ou pensam que é muito caro.”

“A Austrália é tão importante para nós quanto Mônaco”, declarou o chefão da F1 (Bernie Ecclestone) em entrevista por videoconferência à agência ‘Reuters’ nesta quarta-feira (11/5) . “É parte do Mundial e tem sido por um tempo impressionantemente longo. Nós odiamos imaginar ter de perder a Austrália”, acrescentou Bernie Ecclestone.

            O país está na categoria ininterruptamente desde 1985 e já sediou 26 GPs, sendo 11 em Adelaide e outros 15 em Melbourne, onde a F1 corre desde 1996. 

Fundador do WikiLeaks recebe Prêmio na Austrália

O fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, foi declarado vencedor da  Medalha de ouro da Fundação Sydney Peace nessa terça-feira 10 de Maio de 2011.
A medalha de ouro é uma das premiações mais importantes da Austrália na área da defesa dos direitos humanos e só havia sido entregue a outras três pessoas, sendo elas, o Dalai Lama, o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela e o japonês Daisaku Ikeda, da associação budista Soka Gakkai, o que a difere-se do Premio Nobel da paz que há 14 anos é entregue anualmente.
De acordo com a agência Reuters, a medalha de ouro foi entregue pela fundação em Londres e prestou homenagem a Assange por sua "determinação para conseguir maior transparência dos governos e por sua coragem excepcional na defesa dos direitos humanos".

 "Achamos que a luta pela paz com justiça inevitavelmente envolve conflitos, inevitavelmente envolve controvérsias", disse o Professor Stuart Rees, diretor da fundação, ao justificar o prêmio.

O professor ainda completa dizendo que o mérito de Assange está em desafiar práticas seculares de segredo governamental e defender o direito das pessoas saberem. "Achamos que o senhor e o WikiLeaks provocaram o que julgamos ser um divisor de águas no jornalismo, na liberdade de informação e potencialmente na política"

Um pouco da historia de Julian  Assange
Julian Paul Assange nasceu em 1971 em Townsville, no nordeste da Austrália. Em 1987 aos 16 anos, Assange tinha um modem, e seu computador foi transformado em um portal, ainda não existiam websites, mas as redes de computadores e sistemas de telecomunicações estavam suficientemente ligadas para formar uma rede que alguém com grande conhecimento técnico conseguiria invadir. Assange começou a "hackear" sob o nome "Mendax" (“falsa nobreza”) e posteriormente se uniu com mais dois outros hackers formando um grupo chamado International Subversives cuja as  regras eram: "Não danificar os sistemas de computador que você acessar (incluindo cometer falhas neles), não alterar as informações contidas nesses sistemas (exceto para alterar registros a fim de cobrir seus traços de acesso), e compartilhar informações".
Em 1991, a Policia Federal Australiana invadiu sua casa em Melbourne, e ele foi acusado de ter acessado os computadores da Universidade Nacional da Austrália, da empresa de telecomunicações canadenses a Nortel, do Instituto de Tecnologia Royal Melbourne (RMIT), além de outras organizações. Em 1992, ele se declarou culpado de 24 acusações e foi libertado sob fiança no valor de U$ 2.100,00.


Em 2006, abandonou os estudos em matemática e física na Universidade de Melbourne e fundou o Wikileaks com o objetivo de publicar informações filtradas de "regimes opressores" como China, a antiga União Soviética, a África Subsaariana e o Oriente Médio, sem deixar à margem as "condutas pouco éticas" de países do Ocidente.

Por segurança, o WikiLeaks mantém seu conteúdo em mais de 20 servidores ao redor do mundo e utiliza centenas de domínios - bancados por voluntários e doadores.
            Julian Assange esteve envolvido na publicações de documentos sobre execuções extrajudiciais no Quênia, publicou documentos sobre resíduos tóxicos na África, sobre procedimentos do Guantámo, entre outros. Em 2008, seus cinco parceiros de mídia, El País, Le Monde, Der Spiegel, The Guargian e The New York Times, começaram a publicar os telegramas secretos da diplomacia dos EUA, além de detalhes sobre o envolvimento dos Estados Unidos nas guerras do Afeganistão e Iraque.

Em 2010, após o vazamento da vasta massa de documentos sobre possíveis crimes de guerra cometidos na Guerra do Afeganistão e na Guerra do Iraque pelo Exercito dos Estados Unidos, sua fama cresceu e desde então, Assange começou a dar entrevistas para defender seu site.
            Em 30 de novembro de 2010, foi acusado de estupro e abuso sexual na Suécia e a Interpol o colocou em sua lista de procurados. No dia 7 de setembro, em Londres, Assange apresentou-se à Polícia Metropolitana e negou a veracidade das acusações contra ele, sendo liberado nove dias depois. 
A prisão de Julian Assange, bem como as atividades mais recentes do WikiLeaks, geraram pronunciamentos de pessoas públicas. O cineasta  inglês Ken Loach, a milionária Jemima Khan e o jornalista investigativo australiano John Pilger tinham se oferecido para pagar a fiança de Assange e também compareceram à corte de Westminster no dia do julgamento. Michael Moore e Bianca Jagger também contribuíram para o pagamento. Além de dezenas de jornalistas, uma multidão de simpatizantes do ativista australiano se concentrou em frente ao tribunal londrino, recebendo com alegria a notícia de que ele seria posto em liberdade
Julian Assange, 39 anos, está atualmente em prisão domiciliar na Grã-Bretanha por uma acusação de abuso sexual supostamente cometido na Suécia, em agosto de 2010. Ele nega as acusações e afirma ser vítima de um complô.
Por seu trabalho no Wikileaks Assange ganhou o Index on Censorship do The Economist de 2008. Ganhou o Amnesty Internatinal UK Media Awards de 2009, por ter exposto os assassinatos extrajudiciais no Quênia. Em 2010, ganhou o Sam Adams Award, prêmio concedido àqueles que aliam ética e inteligência a agências inteligentes, foi  votado como uma das 50 figuras mais influentes pela New Statesman, ficando em 23º lugar, além de ter sido considerado o "homem do ano" pelo jornal francês Le Monde. E em 2011 além da atual medalha de ouro, foi incluído na lista da revista Time como um dos 100 mais influentes do planeta.

“Independentemente do que acontecer com Assange, (...) segredos nunca estarão seguros novamente", disse a revista Time.



                         





Governo Australiano Acusa Japão de Prática Ilegal na Caça á Baleias

Em 1986 a Comissão Internacional Baleeira (CIB) reconheceu a impossibilidade de manejar a caça aos cetáceos e decretou moratória mundial de caça à baleia, com exceção apenas para o caso de grupos aborígenes que praticam a caça para subsistência e a caça com fins de pesquisa científica.     _____________


Na segunda-feira (09/05/11) o Governo australiano anunciou que vai interpor uma ação contra o Japão no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, para acabar com a caça às baleias na Antártida, segundo o Herald Sun (site de noticias).
Em 2008 as acusações australianas ao Japão envolvendo a caça à baleia na Antártida ganharam contornos de crise diplomática. A Austrália havia divulgado fotos de baleeiros japoneses arpoando baleias minke e arrastando suas carcaças para dentro de um navio, chamando a atividade de matança "indiscriminada". O Japão negou que uma das imagens mostrasse uma mãe e um filhote abatidos e acusou o governo australiano de fazer ativismo sobre o tema, o que poderia prejudicar as relações entre os dois países.
Em Maio de 2010 o governo australiano já tinha interposto uma ação no TIJ, considerando que o Japão viola a Convenção Internacional de Regulação da Caça de Baleias e invocado a "quota zero" na captura destes cetáceos com fins comerciais.
Apesar das repedidas acusações acerca das atividades ilegais relacionadas com a caça de baleias feitas pelo Governo australiano ao Japão, o Japão permanece fazendo. Segundo os Ministros australianos o Governo acredita que a caça à baleia praticada pelo Japão tem fins comerciais e não científicos.
A ação interposta nessa segunda-feira só terá seu conteúdo divulgado quando o Tribunal Internacional de Justiça autorizar, o que deverá acontecer com o início da audição do processo, esclareceram os ministérios dos Negócios Estrangeiros, Meio Ambiente e das Finanças da Austrália, num comunicado conjunto. O Japão, que defende a caça às baleias como uma prática milenar, deverá apresentar a contestação em  9 de Março de 2012.
A Austrália é um dos líderes do bloco de nações conservacionistas que quer banir para sempre, no âmbito da Comissão Internacional Baleeira, a caça comercial.
          Alguns críticos salientam que por trás das queixas australianas há uma estratégia diplomática que visa o aumento dos lucros faturados pelo país com turismo de observação de baleias.  
Além da Austrália vários grupos de ambientalista se colocam contra a caça de baleias realizada pelo Japão. Os protestos feitos em alto mar por ativistas da Sociedade de Conservação Sea Shepherd conseguiram que o Japão suspendesse sua campanha de caça às baleias na Antártida até o final da atual temporada. Segundo noticia dada pela  TV local japonesa NHK , a campanha será suspensa devido à dificuldade de se garantir a segurança das tripulações diante do assédio incessante da Sea Shepherd, “organização ecológica que ataca os pesqueiros japoneses”, disse o Ministro da Agricultura e Pesca, Michihiko Kano.

    “Consideramos o assédio da Sea Shepherd lamentável e pedimos a todas as nações envolvidas para tomarem as ações necessárias contra eles” disse Michihiko Kano.

A cada dia aumenta a pressão em torno do Japão sobre o assunto. Um ativista do Greenpeace disse em campanha que “não existe mais espaço para a caça a baleias no mundo em que viemos”. Vamos esperar e ver quais serão as decisões tomadas pelo Tribunal Internacional de Justiça e ver se as queixas feitas pela Austrália prejudicarão as relações entre os  dois  países.


domingo, 15 de maio de 2011

Ímpeto à jihad

Por
Camila Moreira Fernandes
A morte do saudita Osama Bin Laden veio apenas agravar o sentimento dos fundamentalistas islâmicos ao redor do mundo. Desde o domingo de sua morte o alerta de segurança foi ativado e não sabemos quando ele será desligado. A promessa da primavera sangrenta veio a cabo com mais força e seu cumprimento pode ser visto em ataques à prédios do governo e lugares públicos. A cidade mais atingida nesse ano tem sido a província de Kandahar, no sábado 7 de maio os insurgentes atacaram diversos alvos do governo, incluindo o complexo principal do governo e seu gabinete pessoal na cidade e bases militares, deixando 24 pessoas feridas. O prédio da Prefeitura também foi atacado resultando em 4 pessoas feridas. Grande parte dos ataques tem sido executados de forma simultânea.

As fronteiras do Afeganistão continuam vulneráveis, e no último dia 3, 25 combatentes foram mortos e um caminhão-tanque que iria abastecer as tropas da OTAN foi queimado por militantes perto da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão. O Talebã afirmou que a morte de Bin Laden dará ‘ímpeto’ à jihad no Afeganistão, e seu alvo continua sendo os invasores e opositores.
Em Washington, a discussão sobre a permanência das tropas norte-americanas no Afeganistão tem voltado para a mesa de debate. A intenção inicial era capturar membros da rede Al-qaeda na região e após 10 anos estão combatendo os talebãs afegãos. Segundo Leslie Ghelb ‘o Afeganistão já não é mais interessante em termos de segurança para os Estados Unidos.’Alguns prevêem que a retirada será apenas simbólica. O fato é que os Estados Unidos não podem repetir o mesmo erro cometido com o Paquistão a vinte anos atrás e deixar um governo que não seja capaz de garantir a segurança em seu território.
E como agravante, ontem o Afeganistão sofreu um tremor de magnitude 6 sentido em Cabul, todavia não há informações sobre vítimas ou estragos na região.

Uma excelente semana a todos e que a paz seja com vocês!

Fonte:
Wall Street
CBN
Globo
Estadão

Grace under pressure

Por Mauricio Peixoto



     Nesta semana aconteceu em Iwate, uma cidade japonês afetada pelo desastre, um evento de caridade onde bailarinas se apresentaram para proporcionar um momento de alegria para as vítimas do tsunami. Chika Fugane, uma das bailarinas, disse: 

"O ballet pode não ser uma ajuda prática para as vítimas do desastre, mas eu espero que eles aproveitem o show mesmo que por um momento."

    Porém os japoneses também receberam uma má notícia esta semana, um homem morreu enquanto trabalhava na usina de Fukushima. Não foram detectados níveis elevados de radiação no trabalhador, porém, a causa da morte ainda é desconhecida. 
    A economia japonesa continua progredindo, ainda que de forma lenta. A Toyota, até então maior fabricante de veículos do mundo, teve sua produção cortada após o terremoto do mês de março, mas anunciou que em agosto a produção se normalizará no mundo. Esse queda de produção favoreceu as empresas rivais, e é previsto que a General Motors ultrapassará a Toyota e será a maior fabricante de veículos, o que leva a fabricante japonesa lutar pela segunda posição, que é ameaçada pela Volkswagen.
     

Fonte: Mainichi Daily News
             G1

Índia assina acordo de cooperação com a CEDEAO



Por
Juliane Barbosa da Silva

Essa semana a Índia e a Comunidade Econômica dos Estados da África do Oeste (CEDEAO) assinaram um acordo de cooperação multissetorial, o protocolo prevê o estabelecimento de relações em vários setores como bancário, alimentar e agrícola, construção civil, além de cooperação nos setores de metalúrgica, mecânica, energia, biotecnologia e outros.
Ambos devem começar a estabelecer os parâmetros para o desenvolvimento desse acordo como estratégias de execução, programas e os acordos a serem firmados. A CEDEAO tem como objetivo ampliar o desenvolvimento econômico da sub-região e a Índia acredita que o acordo é um meio de alargar a cooperação entre o país e essa Comunidade.
Diante dessa nova ordem mundial podemos observar que a cooperação no sistema internacional se torna cada vez mais necessária. É interessante ressaltar que a crescente a assinatura de acordos transnacionais vem mudando o perfil de relações internacionais, em que as organizações dentro dos Estados vêm desenvolvendo suas próprias ações no cenário internacional.



Fonte: